Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) inaugura hoje a Usina Fundão, hidrelétrica que gera 120 megawatts de potência e está localizada na região Centro-Sul do Estado, entre os municípios de Pinhão e Foz do Jordão. A usina entra em operação com mais de um mês de antecedência em relação aos prazos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e complementa o aproveitamento do Complexo Energético do Rio Jordão - do qual faz parte, também, a Usina Santa Clara, também com potência de 120 megawatts, inaugurada em 30 de setembro do ano passado.
A concessão do conjunto pertence à Elejor - Centrais Elétricas do Rio Jordão, empresa subsidiária da Copel, que nela tem 70% de participação em associação com capitais privados. A Elejor passou ao controle da Copel em outubro de 2004.
Os investimentos na construção do complexo ultrapassam R$ 500 milhões, valor que inclui a implantação e execução de 33 programas sócio-ambientais recomendados pelo Relatório de Impactos Ambientais do empreendimento - 17 para a Usina Santa Clara e 16 para a Usina Fundão. O Complexo Energético do Rio Jordão tem potência instalada total de 245,9 megawatts, o suficiente para atender uma população de 600 mil pessoas.
A primeira turbina da usina foi instalada no mês passado e vem sendo testada pela Elejor, companhia controlada pela Copel. A primeira turbina de Fundão com potência de 60 MW já está funcionando. A previsão é que, nas próximas semanas, seja instalada a segunda turbina. Também faz parte do projeto a pequena central hidrelétrica (PCH) incorporada à barragem, com capacidade de gerar 3,6 MW.
A concessão para a construção e exploração dos aproveitamentos pertence à Elejor. Toda energia produzida nas usinas principais de Santa Clara e Fundão já está contratada pela Copel para atendimento ao seu mercado.
A Copel possui hoje 18 usinas e uma potência instalada de 4.550 MW. Apenas uma das 18 usinas é termelétrica, a de Figueira, que utiliza carvão mineral. A Usina de Fundão não integra o parque de geração da Copel porque a concessão é da Elejor. A UEG Araucária também não faz parte do parque de geração da estatal porque é propriedade da empresa UEG.
De acordo com informações da Copel, a instalação de novas usinas no Estado vai depender da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência reguladora do setor ainda precisa obter licenças ambientais para colocar em leilão a Usina Mauá (Rio Tibagi), a Usina Salto Grande (Rio Chopim) e a Usina do Baixo Iguaçu (Rio Iguaçu). Outra usina que pode entrar em operação antes do final do ano é a UEG Araucária a pedido do Operador Nacional do Sistema (ONS) em função da estiagem que reduziu o nível de preenchimento dos reservatórios do Sul para 29,5% da capacidade.

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