Usina de biocombustível será inagurada neste mês
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Maringá - Daqui duas semanas, o Governo do Estado inaugura em Curitiba, na sede do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), uma usina-piloto de biocombustível para produção diária de 2 mil litros de diesel. A produção será voltada, sobretudo, a pequenos e médios agricultores cooperados, que deverão contar também com um programa de financiamento de tratores como forma de garantir a produção regionalizada da matéria-prima. Os recursos, da ordem de R$ 50 milhões (valor mínimo) a R$ 100 milhões (valor máximo), partirão de um fundo de financiamento da Copel.
O anúncio das medidas foi feito ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB) e pelo secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Valter Bianchini, durante a solenidade de abertura da 35 Exposição Agropecuária e Industrial de Maringá (Expoingá).
De acordo com o governador, os padrões da usina-piloto seguem critérios alemães. O projeto, classificado por ele instantes antes do anúncio como ''extremamente interessante e que está na moda'', poderá ser reproduzido por setores interessados, no restante dos estados, com cobrança de patentes. ''A usina transforma em óleo qualquer oleaginosa'', disse.
''Pode ser girassol, babaçu, pinhão-manso, e um produto vindo da Índia que, conforme um grupo português com o qual conversamos ontem (anteontem), pode ser colhido em 90 dias e rende até 46% de óleo'', comentou. A soja, antecipou, está descartada, por ser uma commodity atualmente muito valorizada no mercado internacional.O programa é sustentado pela Copel, que investirá também na reprodução das usinas.
Tratores - Já o programa de venda de tratores, reforçou o governador, não apenas deve recompor o maquinário da agricultura paranaense, como também garantir a produção regionalizada das oleaginosas por meio de associações de produtores do novo combustível. ''Eles não sofreriam com os custos logísticos dos combustíveis distribuídos pela Petrobras'', analisou Requião.
Conforme o secretário de Agricultura, Valter Bianchini a remodelação do maquinário agrícola será feita com linhas especiais de crédito do Banco do Brasil, com financiamentos individuais ou em grupo, dos tratores, em até 10 anos e juros anuais de 3%. ''O governo vai garantir a equivalência do produto em milho, no preço mínimo. Assim, se em determinado ano o preço cai abaixo do preço mínimo, a agência de fomento e o governo vão assegurar o complemento desse recurso'', explicou. ''É uma maneira de os agricultores poderem planejar uma equivalência ao produto à aquisição de máquinas. Agora, estamos preparando alterações na lei do fundo de desenvolvimento econômico do Estado'', declarou, referindo-se ao acordo com o Banco do Brasil para o modelo de contrato da equivalência. Ao todo, nesse projeto, devem ser investidos R$ 70 milhões/ ano para uma aquisição inicial de mil tratores.


