Curitiba - A Usina Termelétrica de Araucária vai continuar em funcionamento pelo menos até o final deste ano para apressar a recuperação dos níveis de acumulação dos reservatórios das hidrelétricas da Região Sul. A solicitação foi do Operador Nacional do Sistema (ONS). Na média, o nível de armazenamento nas principais usinas é de 45% da capacidade - ou o dobro do percentual de preenchimento nos meses de junho a agosto, período mais crítico da estiagem que começou em dezembro de 2005.
Naquela época, o Operador Nacional do Sistema (ONS), temendo que o agravamento da situação viesse a provocar um racionamento de eletricidade nos três estados da região, solicitou à Copel que tomasse providências para colocar em operação - o quanto antes e em caráter de emergência - a Usina de Araucária, que poucas semanas antes havia sido assumida pela estatal.
''Conseguimos cumprir a nossa parte em tempo de socorrer o sistema elétrico brasileiro num momento delicadíssimo'', destacou o presidente da Copel, Rubens Ghilardi. ''Quando um vendaval derrubou três das cinco linhas que transportam a eletricidade produzida em Itaipu, no princípio de setembro, Araucária chegou a gerar 496 megawatts, superando a potência nominal de seus equipamentos que é de 484 megawatts''.
No dia 9 de setembro passado, depois de passar por testes e ensaios, a Termelétrica de Araucária foi oficialmente colocada à disposição do ONS para, em caráter de emergência, produzir energia ao sistema elétrico interligado.
Ao assumir a condição de controladora da Usina de Araucária no final de maio, depois de adquirir por R$ 416 milhões a participação no empreendimento da norte-americana El Paso, a Copel programou-se para recuperar e corrigir as pendências da usina de forma a colocá-la em operação normal no final de 2007, investindo nos reparos R$ 11 milhões. No entanto, a empresa já admite a possibilidade de rever o cronograma original, postergando para os primeiros meses de 2008 esse prazo por causa da operação emergencial. (Com AE)

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