São Paulo - A Usiminas e a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), admitem o desabastecimento de alguns tipos de aço no mercado doméstico. O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, confirmou que a demanda tem sido maior do que as empresas tinham programado. O executivo admitiu ainda a possibilidade de faltar aço no mercado brasileiro neste final de ano. ''Acredito, porém, que seja mais uma falta para reposição de estoques do que propriamente para a produção'', avaliou.
O diretor comercial da Cosipa, Renato Vallerini Jr, afirmou que a siderúrgica tem garantido a seus clientes, em geral, a média de compra do ano. A Cosipa é controlada pela Usiminas. ''O que tem sido difícil para nós é o atendimento de quantidades maiores que a média de compra das empresas'', revelou. A explicação do executivo para essa aparente falta de alguns itens de produtos de aço é que a demanda no segundo trimestre teria sido mais fraca do que as projetadas e as usinas nacionais, visando a compensação dos volumes não vendidos internamente, assumiram compromissos de exportação. Segundo ele, um dos setores com desempenho mais fraco no período foi exatamente o automobilístico, incluindo autopeças.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou que o aumento das exportações equivale ao aumento da produção, de 400 mil toneladas, alcançado com a reforma do alto-forno da empresa no ano passado. A empresa ressaltou ainda que as vendas externas continuarão a ser prioridade, já que servem como hedge natural, mas destacou que elas ocorrem em período de baixa demanda no mercado nacional.

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