O dinheiro do 13º salário está chegando num momento que a palavra de ordem é ‘‘apertar os cintos’’. Juros elevados, aumento de impostos, perspectiva de recessão e crescimento do desemprego, tudo isso precisa ser levado em conta para definir o que fazer com esse dinheiro extra que estará entrando em novembro e dezembro.
Quem estiver devendo no cheque especial, crediário, crédito pessoal, ou a parentes e amigos não tem o que pensar, mas acertar de vez esses compromissos para, pelo menos, aliviar a carga.
Quem não estiver nessa situação e puder escolher deve ter o pé no chão e providenciar uma reserva: não se esqueça dos gastos extras no começo do ano, com escola, pagamento do IPTU, IPVA, mordida maior do Imposto de Renda, possível aumento de preços. Tudo isso vai comer uma parcela maior do seu orçamento doméstico. Lembre-se de que o salário não vai subir na mesma proporção das despesas e, por isso, convém fazer reservas. Mais grave, o fantasma do desemprego tende a ficar maior e mais ameaçador.
As compras devem limitar-se às essenciais. É claro que no Natal fica difícil, por exemplo, adiar os gastos com brinquedo, mas não tenha dúvidas de deixar para depois as compras para a casa ou de outros itens que não são imprescindíveis. O que o comércio não conseguir vender até o Natal será desovado nos próximos meses e com desconto. Nesse meio tempo, o dinheiro poderá ficar aplicado em renda fixa, como os fundos de 30 e 60 dias, que devem pagar um ganho real atraente, com os juros elevados.
Quem não puder deixar as compras para depois deve procurar fazer o pagamento à vista, sempre com muita pesquisa de preços e condições. Alguns artigos nacionais podem ficar mais baratos que alguns importados, por conta do cerco que a Receita Federal está fazendo aos produtos que entram no País por um preço abaixo do seu custo real (subfaturados).

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