Use o 13º para começar 2007 sem dívidas
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Reportagem Local 
A Pro Teste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor aconselha os inadimplentes a reservar a primeira parcela do 13º salário para renegociar as dívidas. E recomenda pagar as contas sem se endividar novamente. Quem tem dívidas, deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como o alongamento dos débitos, o desconto para quitações à vista e o abatimento nas taxas de juros e nas multas. Uma boa negociação pode garantir descontos progressivos no principal da dívida.
Para aproveitar a maior flexibilidade de lojas e financeiras para negociar, na tentativa de recuperar créditos, os endividados devem fugir das ''tentações'' do comércio, ao oferecer facilidades em busca do 13º, que injetará R$ 48 bilhões na economia. Os brasileiros com débitos no cheque especial, em cartão de crédito, em empréstimos pessoais ou prestações em lojas, devem se empenhar para colocar as contas em dia.
O consumidor interessado em ''limpar'' o nome na praça, ao renegociar a dívida, deve exigir que, de imediato, o nome seja excluído dos cadastros de inadimplentes. Para essa renegociação, o devedor deve procurar o credor e pedir por escrito um detalhamento da dívida, com os juros de mora e por atraso, e multas.
A coordenadora Institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, observa que não é preciso se valer de intermediários para a renegociação. As empresas especializadas em renegociação de dívida e cobrança ganham um porcentual sobre o valor a ser pago pelo devedor, e têm interesse em cobrar o máximo possível do consumidor.
Ao fechar um acordo, o consumidor precisa ter cautela para não assumir um valor que não possa pagar, comprometendo o orçamento familiar, sem resolver o problema. O ideal é negociar prazos maiores e juros menores.
O descontrole financeiro, muitas vezes, é motivado pelas facilidades do crédito em situações em que o consumidor não planeja os gastos. No cartão de crédito, por exemplo, há quem pague somente o valor mínimo da fatura, financiando o restante, o que transforma a dívida em uma ''bola de neve'', que só aumenta.
Nesse caso, a Pro Teste recomenda a obtenção de um empréstimo pessoal, com prazo mais longo, e prestações menores, para quitação integral da fatura. Mas a pesquisa de juros dos empréstimos é fundamental para que se resolva a questão. As decisões de consumo não-prioritárias devem ser proteladas até a renegociação da dívida. Quem está endividado, deve ter como meta a reestruturação do orçamento doméstico. Com uma idéia mais clara das despesas e do potencial de economia mensal, terá mais condições para renegociar.


