Uruguai pretende manter parcerias com o Brasil
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
Luciana Pombo<br> De Curitiba 
O embaixador do Uruguai no Brasil, Agustín Espinosa Lloveras, está preocupado com a queda das relações comerciais entre os dois países do Mercosul nos últimos dois anos. Em 1998, o Uruguai exportava para o Brasil produtos variados como a carne, laticínios, cereais, carros, plásticos, papel e vestuário. O valor das exportações para o mercado brasileiro chegou a US$ 1,05 bilhão. Em 2000, houve uma queda de mais de 41%. As exportações para o Brasil somaram no ano passado US$ 600 milhões. ''A queda foi em consequência também da desvalorização cambial da moeda brasileira. Mas temos que buscar alternativas'', afirmou ele, durante reunião, ontem, em Curitiba, com representantes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Associação Parananese de Supermercadistas (Apras).
O Sul do Brasil é a menina dos olhos do comércio uruguaio. O Paraná é o quarto maior parceiro brasileiro do Uruguai, ficando apenas atrás do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. ''Precisamos fortalecer nossas relações e é isto que estamos fazendo aqui. Estamos vindo com missões empresariais e redescobrindo o mercado paranaense'', assinalou. Em 98, o Uruguai exportou para o Paraná US$ 46 milhões e importou a mesma quantia. Em 2000, foram exportados US$ 34,5 milhões em produtos uruguaios e importados para o Uruguai um total de US$ 41 milhões. De janeiro a julho deste ano, foram exportados do Uruguai para o Paraná US$ 13 milhões e importados US$ 26 milhões. ''A balança paranaense está em superávit. Mas estamos acumulando déficits. Queremos equilibrar isso'', destacou.
O Uruguai vende para o Paraná carros, cevada, arroz, papel, plástico e trigo e compra açúcar, erva-mate, carros, carne suína, móveis e couro. A alternativa para equilibrar as finanças seria o surgimento de novos mercados, como o de reservas florestais. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) já teria sinalizado positivamente com a intenção de comprar madeira uruguaia, principalmente coníferos e eucaliptos. O Uruguai faz compensados e papel, mas não tem técnica especializada para a produção de móveis. ''Podemos fazer uma parceria entre o Uruguai e o Paraná. Trocar conhecimento e vender nossos produtos juntos para mercados externos'', considerou.


