Uruguai poderá confiscar depósitos e pedir moratória
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sexta-feira, 02 de agosto de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Depois de quatro dias de feriado bancário esta semana, os bancos uruguaios reabrem suas portas na próxima segunda-feira, porém, com fortes restrições de saques. O vice-presidente do país, Luis Hierro, confirmou ontem, em entrevista a uma rádio de Montevidéu, que os saques, principalmente de bancos públicos, como o Hipotecário e República Oriental del Uruguay, ficarão limitados.
Já o funcionamento dos bancos Comercial e Crédito, nos quais o Estado mantém participação de 25% e 51%, respectivamente, está condicionado às negociações que o governo vem mantendo com os sócios privados dessas instituições para injetar liquidez.
Mas o presidente Jorge Batlle, que se reuniu com líderes políticos e com toda a equipe econômica, incluindo a direção do Banco Central do Uruguai (BCU), pode ser obrigado a adotar medidas muito mais amargas, que dificilmente serão absorvidas pelo público, que já saiu às ruas para protestar de forma violenta contra o ''corralito financeiro'' que o governo nega ter adotado.
Nas declarações o vice-presidente foi evasivo, mas deu a entender que o governo estuda uma reprogramação para a devolução, em três anos, os depósitos em dólares a prazo fixo. A possibilidade de confiscar por três anos os depósitos a prazo fixo dos uruguaios pode fazer parte do projeto de lei para a reestruturação da economia.


