Por causa da alta do dólar, trabalhar em países que possuem esta moeda, como é o caso dos Estados Unidos, é negócio rentável. Pensando assim, mais de 250 universitários de Curitiba se inscreveram ontem no programa do Centro Europeu que recrutará em dez dias, 50 pessoas para trabalhar nos parques da Disney, em Orlando (EUA), de novembro a janeiro, período de férias escolares.
Os selecionados receberão US$ 5 dólares por hora de trabalho, de um total de oito horas por dia. Eles trabalharão como instrutores nos parques ou garçons em lanchonetes e restaurantes. Passagem aérea, alimentação e hospedagem são pagas pelos candidatos.
Para participar da seleção, o estudante deve falar inglês fluentemente, ter de 18 a 25 anos, e não pode estar cursando o primeiro ou último ano de faculdade. ''Ele deve ser versátil, ter boa desenvoltura com o inglês e ser comunicativo para passar no teste'', disse Giovanna Berberi, assessora internacional do Centro Europeu.
Dentre os interessados em trabalhar nos Estados Unidos estava o estudante do curso de Comércio Exterior André Fioresi, de 21 anos. Ele trabalha em uma empresa, mas deixará o emprego caso seja recrutado. Não tenho perspectivas de crescer dentro da empresa. Lá fora poderei juntar um bom dinheiro, além de estar investindo em mim e reciclando o meu inglês. Quando voltar terei melhores oportunidades de trabalho'', afirmou.
Já a estudante de Turismo Flávia Silvado, de 22 anos, levou seu currículo para ser avaliado. Como está difícil conseguir emprego no Brasil, ela espera ser selecionada para trabalhar no exterior. Já fui duas vezes trabalhar nos brinquedos da Diney. Por isso, posso trabalhar nos hotéis do parque e ganhar cerca de US$ 8 dólares por hora. É um ótimo salário'', disse.
Além dessa oportunidade, há outras opções de trabalho no exterior, como em estações de esqui, escritórios e casas de família, no caso de meninas que queiram ser baby sitter. ''Há casos em que o estudante pode ter mais de um emprego na mesma cidade duplicando sua renda'', completou Giovanna.

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