Unioeste desenvolve software para uso na pecuária leiteira
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Toledo Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, está desenvolvendo há dois meses um software voltado para a viabilização e otimização da logística de captação de leite, o primeiro do País. O projeto tem como principal objetivo reduzir o custo de captação do leite com sistematização de dados para serem utilizados pelo setor, além de aumentar o lucro do pecuarista. Para se ter uma idéia, o custo de captação pode chegar hoje aos 50% do preço repassado ao consumidor.
O projeto está sendo executado em convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Cooperativa Castrolanda, de Castro, através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Coordenado pelo professor Ricardo Martins, o projeto da Unioeste foi um dos 27 contemplados pelo Fundo Verde Amarelo do Finep, num edital que teve nada mais de 300 participantes. O software deverá ficar pronto em 18 meses.
Martins explica que atualmente as empresas Parmalat, Nestlé e Itambé utilizam software semelhante, porém não especializado como o proposto pela Unioeste. ''Com esse software pretende-se alavancar a competitividade sistêmica na cadeia de atuação da Castrolanda frente aos produtos importados e aos das grandes empresas nacionais pela otimização da logística de coleta de leite a granel, gerando ferramenta de gestão ágil e segura'', ressalta.
Martins diz ainda que a Castrolanda foi escolhida para o convênio porque reúne 400 produtores, com produção média acima dos 1.126 litros por dia por propriedade. Para efeito de comparação, a produtividade média nacional é de 1.199 litros por vaca/ano. No Paraná, a produtividade sobe para 1.495 litros vaca/ano.
Sobre o alcance do projeto, o especialista salienta que o setor de leite e laticínios caracteriza-se pela importância em termos de geração de emprego e renda, estando presente em todo o território nacional. Segundo Martins, a indústria de laticínios envolve cerca de 1,8 milhão de propriedades agrícolas, gerando perto de 3,6 milhões de empregos diretos no setor primário e 197 empregos por R$ 1 milhão de consumo.


