Unimed quer crescer mais no segmento empresarial
Executivo de Desenvolvimento e Mercado da Unimed Londrina, Weber Guimarães diz que a Cooperativa está aguardando a tabulação de uma pesquisa feita recentemente a respeito do potencial de mercado local. Mas, afirma que o baixo dinamismo da economia da cidade interfere nos negócios. "Uma coisa é clara: uma cidade mais industrializada tende a ter uma carteira de pessoas jurídicas bem superior à carteira de pessoa física. Nós temos uma boa cobertura de pessoas físicas, mas precisamos crescer muito nas empresas", afirma.
Atualmente, 53% dos usuários da Unimed Londrina detêm planos individuais ou familiares e, 47%, empresariais. "São aproximadamente 90 mil clientes que têm planos oferecidos pelas empresas. Numa cidade de quase 550 mil habitantes, ainda é pouco", declara.
Pelo fato de Londrina estar há muito tempo sem atrair empreendimentos de grande porte, a cooperativa foca sua estratégia de venda nas pequenas e médias empresas. O executivo diz que os pequenos empresários começam a criar consciência da necessidade de conceder planos de saúde aos seus empregados.
De acordo com Guimarães, no cômputo geral, a Unimed Londrina tem mais clientes que a Unimed Maringá. "Mas não sei por quanto tempo", afirma. Para o executivo, é "só passear" por Maringá para constatar que a economia é mais dinâmica por lá. "É uma cidade mais empreendedora", alega.
Na opinião dele, a atual administração municipal de Londrina está "colocando a casa em ordem" para que a cidade se recupere economicamente. "Mas isso não é um processo para quatro anos, é para uma década", opina.
O gestor de Vendas da Unimed Londrina, Ricardo Haussler, também ressalta diferenças entre o mercado local de planos de saúde e o de Maringá. "Enquanto aqui nossos contratos se estabelecem na sua maioria em empresas de menor porte, nossos colegas de Maringá têm mais oportunidades em negócios com empresas maiores", afirma.
Na visão dele, Maringá tem recebido investimentos "de maior expressão", perdendo apenas para Curitiba e Ponta Grossa. "Quando planejamos nossas ações para o futuro, especialmente agora para 2015, olhamos para as empresas que estão se instalando em Londrina. Nessa hora, percebemos que temos poucas escolhas", declara.





