Com a entrada do euro em vigor, entra em fase de conclusão o processo de unificação econômica da Europa Ocidental, iniciado há mais de meio século, em meio aos escombros da Segunda Guerra Mundial. Os primeiros passos para a unidade econômica européia foram dados não por um governo europeu, mas pelos Estados Unidos.
Interessados em conter a expansão do comunismo na devastada Europa do pós-guerra, os EUA lançaram o Plano Marshall, por meio do qual injetaram em quatro anos US$ 13 bilhões (valor nominal da época, hoje seria muito mais do que isso) em 17 países europeus. Estava prevista também a ajuda à Europa Oriental e à União Soviética, mas seus governos se retiraram do plano.
Para gerenciar a aplicação das verbas americanas, foi necessária, antes de 1950, a fundação da Organização Européia para a Cooperação Econômica (hoje Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE) e do Conselho da Europa, órgão de coordenação política, social e cultural.
No começo dos anos 50, os próprios países europeus fundaram a Comunidade Econômica do Carvão e do Aço, em 1951, para gerir esses importantes insumos em escala européia. Finalmente, em 1957, surgiu a Comunidade Econômica Européia (CEE, hoje União Européia), tendo como membros a França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo e aos quais se reuniram a Grã-Bretanha, a Irlanda e a Dinamarca, em 73; a Grécia, em 81, e Portugal e Espanha, em 86.

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