Unificação do ICMS deve ser votado
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
Brasília- O governo já tem todos os trunfos para encaminhar a votação de mais uma fatia da reforma tributária na Câmara dos Deputados, instituindo a unificação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em uma só lei federal que substituirá as 27 atualmente em vigor uma de cada Estado. O secretário do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Albérico Mascarenhas, disse ontem que a equipe econômica concordou em retirar a última exigência para que os Estados possam utilizar uma regra de segurança para a arrecadação estadual, caso haja perda com a reforma.
O texto da reforma tributária, parado na Câmara desde o ano passado, permite que os governos estaduais possam aumentar as alíquotas de até quatro produtos para aumentar a arrecadação. Atualmente, no entanto, o texto determina que, depois de aumentar, a alíquota tem que ser reduzida paulatinamente em até três anos. Esta limitação será retirada, assim como a determinação para que esta banda só seja utilizada a partir de um determinado percentual de perda. Este era o último ponto polêmico a ser superado.
A região Centro-Oeste, no entanto, ainda faz restrições à unificação do ICMS porque a mudança constitucional acaba com a permissão para que governos estaduais ofereçam incentivos fiscais a empresas que se instalem em seus estados, a chamada guerra fiscal. Uma equipe de técnicos dos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul vai fazer um estudo que demonstraria ao governo que um seguro-receita de até R$ 2 bilhões como já ofereceu o governo não seria suficiente para repor as perdas do Estados da região. Só a partir daí, os secretários voltarão a se reunir para concluir a discussão.


