A união faz a força. O mote deste velho ditado popular caiu como uma luva para 33 oficinas mecânicas automotivas da cidade que resolveram se tornar parceiras e formaram o Núcleo Setorial de Oficinas Mecânicas de Londrina (NSOL). Esta ideia de associativismo fez com que o relacionamento entre alguns empresários do ramo se transformasse. De acirrados concorrentes a grandes parceiros, eles objetivam mudar a cara das oficinas e dos mecânicos de manutenção automotivos de Londrina, além de gerar muitos empregos.
Com um projeto audacioso, que inclui a implementação de um código de ética para os mecânicos e um curso de profissionalização de dois anos para jovens, o NSOL vislumbra atender um mercado carente de profissinais capacitados, que atendam as novas exigências das empresas e do consumidor. ''Aquelas oficinas cheias de pôsteres nas paredes e mecânicos que não sabem conversar estão acabando. Hoje, o ambiente delas é 'clean', os mecânicos devem ser educados e dialogar com os clientes'', explica Jair Bezerras Góes, presidente do NSOL.
A ideia de unir as oficinas surgiu há sete anos - iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Londrina e do Sebrae - e, pelo menos entre os associados, definitivamente não há brigas pelos consumidores. Os empresários perceberam que precisavam se unir para valorizar o setor e acabar com a escassez de profissionais. ''O curso profissionalizante 'Mecânicos para o Futuro' deve começar as atividades no início do ano que vem. Enquanto isso, queremos capacitar os mecânicos mais antigos, dando noções de administração, gerenciamento e atendimento de uma empresa'', salienta Góes.
Aliás, as ciências humanas serão bem abordadas pelo Núcleo das Oficinas, tanto na capacitação dos mecânicos mais experientes quanto para os mais jovens. Com o conteúdo programático já definido para o projeto profissionalizante, as aulas técnicas dividirão espaço com disciplinas relacionadas ao meio ambiente, direito, português e cidadania. ''O mecânico deve ser ético. Como ele é o grande vendedor da oficina, não pode querer fazer um serviço desnecessário. O profissional deve se concientizar que faz parte da empresa e isso é muito importante'', comenta o presidente da NSOL.
Apesar de apenas 33 oficinas fazerem parte do Núcleo, de um universo que ultrapassa mais de 5 mil em toda a região, há diversos benefícios para os que se associam a estes empreendedores. Um dos exemplos é a central de ferramentas, onde os associados podem utilizá-las e ainda obter informações pela internet de quais estão disponíveis. Eles ainda possuem uma central de manuais técnicos de veículos nacionais e importados, que geralmente só é encontrada nas fábricas de automóveis. ''Ainda viajamos para os principais eventos autobilísticos do País como o Salão do Automóvel e preparamos cursos rápidos para mecânicos '', completa Jair.

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