Curitiba - A Central de Abastecimento (Ceasa) de Curitiba vai passar por uma reformulação da estrutura física. O projeto está em desenvolvimento e deve ficar pronto em um ano. Ainda não há uma estimativa de investimento, mas a mudança deve ser estendida para as demais unidades do Paraná nas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
O objetivo é ter maior eficiência logística, novos métodos de segurança alimentar e boas práticas de manipulação de alimentos, com melhor aproveitamento de água e de espaço. Os recursos devem vir por meio de parcerias com a iniciativa privada. A previsão do diretor presidente da Ceasa-PR, Luiz Dâmaso Gusi, é que a medida traga redução de preços dos produtos para o consumidor.
Uma das inovações já implantadas foi o reaproveitamento das 40 toneladas diárias de resíduos orgânicos, o que ocorre há cerca de um mês. Todo este material é processado por uma empresa e transformado em ração animal utilizada para alimentar bovinos na Região Metropolitana de Curitiba. Os resíduos passam por pasteurização, são desidratados e enriquecidos com nutrientes e vitaminas para gerar um produto de alto valor nutritivo aos animais. No Estado todo, as perdas chegam a 55 toneladas por dia.
O Plano Nacional de Tratamento de Resíduos Sólidos prevê que, a cada ano, as centrais atacadistas devem reduzir 25% do resíduo orgânico destinado a aterros sanitários, até completar 100%, em quatro anos.
Também deve ser assinado um Termo de Cooperação com o Ministério Público do Paraná (MP-PR) para o controle de resíduos de agrotóxicos. Esse trabalho deve ser iniciado pela Ceasa de Curitiba e com cinco culturas, como banana, morango, uva, maçã e mamão.

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