Unidade da Sandoz em Cambé produzirá 55 genéricos
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sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Loca 
A nova indústria farmacêutica da Novartis, instalada em Cambé (13 km a oeste de Londrina), vai iniciar a produção de medicamentos genéricos até janeiro do próximo ano. A unidade irá centralizar toda a produção de genéricos da Sandoz no Brasil (divisão de genéricos do Grupo Novartis) e passará a oferecer 55 remédios. O laboratório alemão Hexal foi comprado em fevereiro pela Sandoz e já teve início um processo de integração na planta de Cambé.
A Novartis Genéricos tinha 32 medicamentos em sua linha, todos importados para o Brasil, e a Hexal, 35. Com a integração dos portfólios e a eliminação de duplicidades, a linha da indústria ficou com 55 medicamentos. Além da produção de medicamentos, a sede da Sandoz também será transferida para Cambé. A compra da Hexal assegura a 5 posição no ranking brasileiro em produção de genéricos e a 2 no mundo.
Essas mudanças ainda trazem uma boa notícia. A intenção é ampliar o quadro de funcionários. Atualmente, a indústria emprega 300 pessoas, mas até o final de 2006 esse número deve chegar a 500, dependendo do crescimento do mercado. A capacidade total de produção é 6 milhões de caixas por mês. Atualmente a empresa trabalha com capacidade ociosa de 50%, mas com a fusão a fábrica vai ampliar a capacidade para 70% já no início das operações, em janeiro. No entanto, a meta é atingir o funcionamento pleno até 2007.
A Novartis Genéricos conta com 13.400 funcionários no mundo e 720 no Brasil. Em 2004, todas as divisões da indústria totalizaram US$ 28,2 bilhões em vendas e o lucro líquido foi de US$ 5,8 bilhões. O grupo investiu cerca de US$ 4,2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. O portfólio de medicamentos é de 170 produtos, 55 genéricos e 115 similares. A Novartis é o quinto maior laboratório do País.
Incentivos - O crédito de até R$ 180 milhões para refinanciar o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedido pelo governo estadual, foi um dos fatores determinantes para instalação da indústria farmacêutica Hexal, em Cambé. Agora, de olho nesses incentivos outras indústrias de grande porte também estariam interessadas em se instalar na Região Metropolitana de Londrina.
A localização estratégica da região, perante o Brasil e o Mercosul também é um fator de interesse para as empresas. Segundo o advogado especialista em Direito Empresarial Bruno Pedalino, assessor jurídico da Novartis, depois da divulgação da obtenção de crédito por parte da Hexal, outras cinco indústrias o procuraram e demonstraram interesse em se instalar na região. Duas dessas indústrias seriam do ramo farmacêutico e a outra de motores.
''A posição estratégica da região somada aos incentivos municipais e estaduais pode criar aqui um pólo industrial de primeira linha. O efeito disso é a geração de empregos e o recolhimento de mais impostos'', avalia Pedalino. Na sua opinião, um trabalho conjunto desenvolvimento em parceria por todas as Prefeituras da região poderia ampliar a atração de novos investimentos.
Outro ponto positivo é a mão-de-obra. ''Muitas vezes os trabalhadores não têm o perfil da indústria, mas eles aprendem rápido. O nosso trabalhador é esclarecido e tenho ouvido muitos elogios sobre isso'', argumenta o advogado.


