Unidade da Hussmann em Londrina troca de dono
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
Uma nova aquisição deve mexer com o mercado mundial de refrigeração. No último dia 12, o grupo americano Ingersoll-Rand comprou as ações da Hussmann Corporation na bolsa de valores de Nova York, passando a controlar as 28 fábricas da empresa nos continentes americanos, europeu, africano e asiático. Entre elas, a planta industrial de Londrina.
A Ingersoll-Rand pagou US$ 1.832 bilhão pelas ações cada uma custou US$ 29. Mas a empresa continuará operando com o nome Hussmann em todo o mundo, segundo o diretor da Hussmann do Brasil, Armando Melgarejo. A única fábrica da Hussmann do Brasil fica em Londrina, na zona oeste. Nossa marca é muito forte. Não dá para mudar, disse. Para os clientes não muda nada. A única alteração foi no controle acionário. Agora pertencemos a um grupo cujo faturamento anual é de US$ 10 bilhões.
Melgarejo acredita que fusões deste tipo são importantes no mundo globalizado. Neste cenário, as empresas têm que aproveitar as sinergias existentes para cobrir as necessidades do mercado, disse. O mercado potencial da cadeia de refrigeração em todo o mundo é da ordem de US$ 25 bilhões, segundo ele.
Especializada em refrigeração comercial, a Hussmann do Brasil tem 25 mil metros de área produtiva em Londrina e cerca de 450 funcionários. Melgarejo preferiu não revelar o faturamento da unidade brasileira. Em todo o mundo, o faturamento da Hussmann é de US$ 1,3 bilhão. Só a divisão Climate Control da Ingersoll-Rand, que produz equipamentos de refrigeração para furgões e estocagem de alimentos, tem uma receita anual de US$ 1,5 bilhão.
A Hussmann do Brasil produz mais de 80 equipamentos em duas linhas: balcões frigoríficos para supermercados e geladeiras verticais para indústrias de bebidas. A capacidade produtiva da fábrica é de 50 mil unidades/ano. A empresa comprou a Fast-Frio no ano passado, que hoje tem uma fábrica ao lado da Hussmann.
Nos últimos três anos, a Hussmann investiu mais de US$ 45 milhões na reestruturação e aquisição da Fast-Frio. O volume de negócios da empresa cresceu 2,2 vezes neste período, revelou Melgarejo. Atualmente, 25% da produção é exportada para oito países da América Latina. Nossa meta para daqui dois anos é exportar 40% da produção, que deverá aumentar para cerca de 65 mil unidades por ano.


