A Caixa Econômica Federal anunciou ontem que passará a operar exclusivamente com base nos padrões do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) para financiamentos voltados à classe média a partir de hoje. Segundo o diretor-financeiro da Caixa, Valdery Albuquerque, a instituição perdeu R$ 1 bilhão na poupança nos últimos 12 meses e o retorno dos recursos aplicados no empréstimo habitacional é insuficiente para atender à demanda crescente.
O presidente da Caixa, Emílio Carazzai, afirmou que o mutuário que a partir de hoje procurasse um financiamento habitacional na instituição não notaria nenhuma diferença. Desde setembro, a Caixa só vem operando, para a classe média, com o financiamento para imóveis novos ou na planta. O empréstimo para a aquisição de imóveis usados exige uma poupança prévia de 12 meses no valor da prestação do financiamento pretendido.
O diretor de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Aser Cortines, explicou que a instituição continuará operando dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para os imóveis destinados às famílias com renda de até 12 salários mínimos (R$ 1.812), financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O objetivo da Caixa, segundo Carazzai, ao estabelecer um novo padrão de contratos para os empréstimos destinados à classe média, é contribuir para a implementação do SFI, criado em 1997. Ao promover a padronização dos contratos, explicou Carazzai, o SFI permitirá sua securitização e negociação no mercado secundário. Para o mutuário, a principal mudança no contrato é a substituição da hipoteca pela alienação fiduciária.

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