Unica nega que agroenergia afetará produção de alimentos
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto - A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) considera ''totalmente ultrapassada a idéia de que a agroenergia pode afetar a produção de alimentos''. O comentário é uma resposta à iniciativa do governo de Cuba, tomada esta semana, de propor à Organização das Nações Unidas (ONU) a realização de um estudo para avaliar até que ponto a produção de etanol, tanto de milho como de cana-de-açúcar, afetam a produção de alimentos no mundo.
''A Unica esclarece que a revolução na produtividade do campo - pela mecanização do plantio e da colheita, melhoramento de sementes, uso intensivo de fertilizantes e defensivos e manejo científico dos recursos naturais - tornou totalmente ultrapassada a idéia de que a agroenergia pode afetar a produção de alimentos'', informa o documento.
A Unica informa que o milho híbrido, principal matéria-prima da produção de etanol nos Estados Unidos, ''está na base da multiplicação espetacular da produção, começando na América do Norte'' e diz também que no Brasil se anotam progressos da mesma grandeza, com o desenvolvimento de agricultura adaptada aos trópicos. ''Éramos capazes de produzir 20 milhões de toneladas de grãos em 1960 - quando por sinal a colheita da cana-de-açúcar estava na mesma ordem de grandeza. Agora, caminhamos para uma colheita de 130 milhões de toneladas de grãos, enquanto a cana supera 400 milhões de toneladas'', informa a entidade que representa o setor produtor de açúcar e de álcool no Centro-Sul do País.
''Uma estimativa da Embrapa indica que existem ainda aproximadamente 100 milhões de hectares aptos à expansão da agricultura de espécies de ciclo anual e, adicionalmente, estima-se uma liberação potencial de área equivalente a 20 milhões de hectares proveniente da elevação do nível tecnológico na pecuária'', conclui o documento.


