União teve superávit em abril
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Agência Estado De Brasília 
A arrecadação recorde de impostos em abril garantiu ao setor público o superávit primário (receita menos despesas) de R$ 8,245 bilhões, o correspondente a 8,45% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi o melhor já obtido pelos governos federal e estaduais, porém foi insuficiente para cobrir a conta de juros do mês que chegou a R$ 10,506 bilhões gerando o déficit nominal de R$ 2,262 bilhões.
O resultado nos dá uma certa frustração por causa do impacto na dívida, admitiu o chefe-adjunto do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Fernando Caldas, referindo-se à dívida em títulos do governo federal que fechou abril em R$ 553,912 bilhões. Um salto de R$ 5,294 bilhões no mês. Ele explicou que a conta de juros foi pressionada por dois fatores. Além dos seguidos aumentos nas taxas desde março, a desvalorização cambial chegou a 3,80%.
Mesmo com o melhor superávit primário de sua história, a dívida líquida total cresceu R$ 8,004 bilhões em abril, passando a 50,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em março último, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, a dívida líquida estava em R$ 588,718 bilhões e equivalia a 50,1% do PIB. Em abril, em decorrência do aumento da taxa de juros para controlar a inflação e da depreciação do real, a dívida passou para R$ 596,722 bilhões.


