União fortalece setor de confecções no Oeste
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terça-feira, 25 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel O coordenador do Fórum de Competitividade da Indústria Têxtil e de Confecções, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Samuel Antunes Antero, afirmou que o crescimento do setor de confecções na região Oeste do Paraná está diretamente ligado ao trabalho conjunto desenvolvido entre empresários, municípios e instituições, como o Sebrae. O coordenador esteve ontem em Cascavel fazendo um diagnóstico do potencial regional nesse setor.
Antunes confirmou que existem grandes possibilidades da região Oeste, no eixo polarizado por Cascavel e Toledo, ser reconhecida como o 15º pólo de confecções do Brasil. Além desta, a região de Apucarana, no Norte do Estado, também está cotada para ser reconhecida como pólo. ''O Estado do Paraná como um todo tem nos surpreendido positivamente, por demonstrar uma grande vontade de crescer no setor têxtil'', ressalta.
O coordenador do Fórum explicou que a principal exigência para uma região ser considerada pólo nacional é a presença de várias empresas, que por consequência geram centenas de empregos. Ele frisou que recebeu informações de que nos 40 municípios presentes no eixo Cascavel-Toledo existem mais de 500 empresas, que geram cerca de 20 mil empregos diretos.
Durante sua passagem por Cascavel, Antunes esteve visitando a Fábrica-Escola do Vestuário, mantida em parceria pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindiwest) e prefeitura e criada no ano passado para formar mão-de-obra ao setor de confecções. Ele chegou a dizer que em nenhum dos outros pólos do setor espalhados pelo País, ''existe algo parecido como esta escola que se preocupa em dar condições de crescimento ao setor''.
O presidente do Sindiwest, Vilson Basso, reconheceu que mesmo com a Fábrica-Escola do Vestuário ainda existe uma defasagem de pelo menos 500 pessoas no setor de confecções, somente em Cascavel. Ele esclareceu que a formação de novos profissionais, uma média de 15 a cada 45 dias, não consegue suprir a necessidade das empresas. ''O crescimento não é maior porque ainda falta mão-de-obra. Mas já estamos melhorando'', observou.


