União Européia admite rever regras de rastreabilidade
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segunda-feira, 07 de abril de 2008
Fabíola Salvador<br>Agência Estado 
Brasília - Depois de apontar falhas no processo de implantação do modelo de rastreamento do gado e de suspender por algumas semanas as importações de carne bovina in natura fornecida pelo Brasil, o diretor de Saúde e Bem-Estar Animal da União Européia (UE), Bernard Van Goethem, sinalizou ontem que o bloco pode rediscutir no futuro as regras de rastreabilidade exigidas do Brasil.
Sem citar quais seriam as alternativas, ele deixou claro, no entanto, que os países do bloco não abrem mão dos respectivos prazos de 40 e 90 dias para permanência dos animais na área habilitada e na última propriedade antes do abate. A permanência, disse ele, garante a segurança alimentar da carne, condição para venda de alimentos para os países da UE.
A idéia de um modelo de rastreabilidade mais flexível tem sido defendida pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Ontem, após reunir-se com o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, Van Goethem mostrou-se surpreso com os questionamentos dos jornalistas sobre a mudança desejada por Stephanes. O assunto não foi tratado ontem.
Em nota, Stephanes disse que, antes de tudo, o objetivo do ministério é ''readquirir a confiança do bloco europeu no trabalho sanitário desenvolvido pelo Brasil''. Ele lembrou ainda que as regras em vigor, classificadas como inexequíveis pela iniciativa privada, precisam ser cumpridas. ''É necessário destacar que, se assumimos regras, temos que cumpri-las e se tivermos dificuldades em alguns pontos, eles deverão ser negociados'', avaliou.
Van Goethem lembrou que os europeus exigem do Brasil ''apenas'' a rastreabilidade da carne, procedimento mais flexível se comparado às normas aplicadas aos alimentos produzidos no bloco, entre eles leite e queijo.


