União avalia impacto do FGTS
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sexta-feira, 08 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Os representantes da sociedade civil no Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão aguardando os estudos que o governo federal está realizando do impacto que será causado com os reajustes das contas, após a derrota sofrida no Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo ainda não sabe, em números exatos, quanto gastará para reajustar os saldos das contas na época dos planos Verão, de janeiro de 1989, e do Collor, de abril de 1990, explica Airton Guiberti, representante da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) no conselho.
Um levantamento preliminar do Tesouro revela que o custo total do reajuste aos cofres públicos será da ordem de R$ 38 bilhões, caso todos os titulares de contas do período acionem o governo judicialmente para reajustar os saldos.
Estamos convictos de que não deveremos deixar o governo resolver esse problema por conta própria. Por isso, precisamos dos estudos de impacto para buscarmos uma solução, afirma.
Segundo Guiberti, o Planalto deveria aplicar o princípio da isonomia e reajustar, automaticamente, todas as contas do período, independentemente de os correntistas terem ou não ingressado com ações na Justiça. Isso daria moral política e credibilidade para o governo negociar saídas para reajustar as contas.
Na opinião de Abelardo Campoy Diaz, representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no conselho, o impacto da dívida sobre o patrimônio do FGTS deverá ser diluído ao longo do tempo. Há poucos processos e a maioria está tramitando em instâncias inferiores da Justiça, afirma. Para ele, a saída para o governo administrar um eventual rombo nas contas será o reajuste, nas mesmas porcentagens, de todos os contratos de financiamento cujas origens são os recursos do FGTS.


