Gilberto Buss, presidente da Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal) em Foz do Iguaçu, acha que o movimento está cumprindo a sua finalidade. ‘‘Conseguimos chamar a atenção para o movimento. Já existe uma pressão de deputados, senadores e empresários junto ao governo pra resolver esse impasse’’, diz. O entrave, segundo ele, é o secretário da Receita Federal (Everaldo Maciel), que estaria muito resistente em abrir diálogo.
Segundo ele, já ouve uma tentativa de conversa com o ministro Pedro Malan. ‘‘Pedido nesse sentido foi enviado ao Ministério, endossado por 141 parlamentares, para que o ministro nos atenda. O Pedro Malan disse que está favorável à negociação, mas que a pessoa indicada a negociar seria o secretário. Percebemos que não há um consenso no governo’’.
A respeito do bloqueio feito pelos caminhoneiros, na semana passada, Buss diz que considera normal a reação. ‘‘ É claro que eles não estavam satisfeitos agurdando liberação do lado de fora do pátio da Eadi. Mas acho que havia políticos no meio que incitaram os caminhoneiros para chamar atenção. Nós estamos dentro da legalidade, liberando as cargas que achamos que devem ser liberadas’’, afirma.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), Wanderlei Bertolucci, diz que é importante que o movimento grevista não prejudique os interesses da Associação Comercial e das pessoas que tenham negócios em Foz do Iguaçu. ‘‘Mesmo mudando de tática com o desembaraço na ponte, o movimento dos fiscais continua prejudicando os interesse da cidade’’, afirma. ‘‘Esperamos que isso tenha um fim e que eles possam buscar outro canal para reivindicar que não trave Foz do Iguaçu. Seria interessante aplicar a operação em cidades como o Rio de Janeiro e Brasília’’, sugere. (G.G.)

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