Buscar informações e fomentar parcerias. Essa foi a receita de sucesso das indústrias do setor de vestuário no Paraná para aumentar as exportações. Segundo o vice-presidente da Associação dos Sindicatos das Indústrias de Vestuário e Textil do Paraná (Vestpar), Marcos Tadeu Koslovski, nos últimos dois anos as exportações do setor aumentaram 600%. ''Em 2002, quando foi formada a Vestpar foram US$ 2 milhões em exportação, e de lá para cá, esse número subiu para US$ 8 milhões'', informou.
Koslovski participou, ontem, da segunda edição do ''Caminho do Exportador'', em Londrina, que tem por objetivo orientar os pequenos, médios e grandes empresários sobre as facilidades e os benefícios da exportação.
Para Koslovski a exportação hoje é ''questão de sobrevivência'' no setor têxtil, que segundo ele, enfrenta retração de 9,9%, além das altas taxas de juros. ''E com o câmbio favorável, os empresários tem que exportar'', afirmou. Para driblar a concorrência, principalmente a chinesa, que se destaca pelas grandes produções, Koslovski orienta o empresário do setor a investir no diferencial. ''O empresário tem que investir no design, na modelagem, verder um conceito'', ensinou.
Koslovski não quis fazer projeções, mas aponta que as exportações do setor no Paraná ainda tem ''muito'' potencial para crescer, até porque nem todas as cerca de 3 mil empresas que fazem parte do Vestpar exportam. No ano passado, a Vestpar assinou um contrato de R$ 7 milhões com a Agência Promotora de Exportação (Apex), o que possibilitou a participação de empresários em feiras, eventos e rodadas de negócios no exterior, além da divulgação de informações sobre o assunto. ''Hoje ninguém sobrevive sozinho nesse mercado competitivo'', avaliou.

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