Uma polêmica em mais de 140 caracteres
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terça-feira, 24 de maio de 2016
Felipe Maia<br>Folhapress 
São Paulo O Twitter anunciou ontem que vai flexibilizar seu limite de 140 caracteres, uma marca da rede social, existente praticamente desde o lançamento do serviço, há dez anos. A limitação continua existindo, mas certos tipos de conteúdo deixam de entrar na conta - por exemplo, os links para fotos, gifs, vídeos e enquetes (será possível escrever um post com o número limite de caracteres e ainda postar uma imagem, por exemplo).
Links externos, entretanto, seja para uma página fora da rede social, seja para uma transmissão ao vivo no aplicativo Periscope, continuam sendo contados. Mas, como a mudança está sendo feita de modo gradual, é possível que entrem também na jogada no futuro.
Mudam também as conversas: ao responder a um usuário, deixa-se de "perder" os caracteres do nome do perfil dele (os nomes dos perfis citados vão aparecer antes da mensagem, e será possível colocar até 50 pessoas em um diálogo).
Além disso, os tuítes que começam com "@", que hoje aparecem apenas para os internautas que seguem o autor da mensagem e também o usuário citado, passarão a atingir as timelines de todos os seguidores.
A mudança começa a valer no mês de julho e coloca fim a mesas de especulação sobre a mudança na rede social. Chegou-se a especular que o limite seria totalmente abolido, ou que passaria a ser de 10 mil caracteres.
O Twitter, fundado em 2006, era atualizado principalmente por meio de mensagens de SMS, em uma era anterior aos smartphones e à popularização da internet sem fio. Os 140 caracteres tinham como base o limite de uma mensagem de texto de celular (160 toques, mais 20 para o nome do usuário).
Aparentemente, a rede social chegou a uma solução intermediária, que ainda mantém sua característica da "brevidade". Phillip Klien, diretor de expansão da rede, disse que um dos objetivos da mudança é facilitar o uso da ferramenta para novos usuários -que podem achar complicado a contagem de caracteres.


