O prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), considerou o aumento do valor da bagagem acompanhada como ''uma nova retomada da economia entre as duas cidades''. Ele garantiu porém que a necessidade atual é desafogar o trânsito. ''A mudança tem de ser agressiva para fazer com que o turista não perca todo esse tempo na fila''.
A mesma decisão foi manifestada pelo prefeito de Ciudad Del Este, Ernesto Xavier Zacarias Irún (Partido Colorado).
O transporte de mercadorias, somado ao baixo número de fiscais da Receita, têm provocado uma demora de até quatro horas para percorrer o acesso de cerca de 600 metros entre os dois países. Para o delegado Araújo, o congestionamento provocado é resultado do privilégio dado às vans e táxis que carregam contrabando e descaminho. ''Não se oferece prioridade no transporte para quem trabalha ou quer visitar Ciudad del Este''.
A urgência em resolver o problema é justificada através de uma pesquisa de impacto socioeconômico realizado há um mês entre os chamado laranjas moradores contratados para trazer as compras até o Brasil.
O levantamento apontou que cerca de 100 mil pessoas devem ficar sem nenhuma fonte de renda, caso as operações de combate ao contrabando e ao narcotráfico desencadeadas pelo governo federal e estadual, cumpram a missão de erradicar os ilícitos da região. ''A solução para evitar um colapso econômico está no investimento no turismo que é a vocação da fronteira e que tem como seu principal atrativo as Cataratas'', diz Mac Donald.(Agência Estado)

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