Uma fábrica de 'mantos'
Os vendedores da Karilu sempre diziam ao empresário José Arlindo Fancio que existia uma demanda no mercado por camisas de futebol. Como não possuía os direitos para confeccionar uniformes dos grandes times, o empresário entrou no negócio através dos clubes de várzea.
Não demorou muito para vir o convite do Londrina Esporte Clube (LEC), em meados da década de 1990, e Fancio entrou como patrocinador do time. ''Os diretores insistiram e eu acabei aceitando. Começamos a confeccionar e não paramos mais.''
No início, a Karilu fornecia o material esportivo ao Tubarão, mas não tinha o direito de comercializá-lo nas lojas. ''Depois que conseguimos este direito, melhorou muito para a gente e começou a valer a pena'', comenta Fancio. Como o ''manto'' alviceleste confeccionado agradava a todos, logo outros times começaram a procurar a Karilu. ''Nacional, Arapongas, Cianorte, Prudentópolis, Ponta Grossa. Já fizemos também o uniforme do Barueri e recebemos convites para fazer até de times de Brasília.''
Fancio, inclusive, chegou a negociar a confecção do uniforme do Atlético Paranaense. ''Eles acabaram fazendo exigências e achamos que não seria interessante para nós. Este ramo de futebol é muito gostoso, mas se você não souber trabalhar, ele te afunda. Se começa a dar prejuízo é melhor sair do negócio, deixar outro fornecedor fazer.'' (V.L.)





