Com o poder de consumo crescente, ávidos por novidades, as classes A e B tornam-se cada vez mais atrativas para variados segmentos. Para conquistar esse público, é preciso conhecer suas particularidades. Pessoas de poder aquisitivo mais alto ou aqueles que prezam por produtos diferenciados são exigentes, estão atentos e muito bem informados. Não hesitam em gastar quando bem tratados. Mas isso, é importante frisar, nada tem a ver com a necessidade compulsiva pelo comprar. É uma preferência, uma escolha.
Especialistas garantem que empresas que sairão ganhando serão aquelas que conservarem a fidelidade dos ricos ao mesmo tempo em que se conectam com os consumidores menos endinheirados, mas atraídos pelas marcas de luxo. Josiane Kotovicz representa há quatro anos uma grife de renome internacional. Com tamanho peso de conhecimento no assunto, ela explica que hoje mais do que produtos concretos, as pessoas buscam experiências. ''Acredito que a escolha por marcas de luxo está muito relacionada com os valores subjetivos e simbólicos no momento da compra, como autoconfiança, status, beleza e prazer. É o sentimento de autoindulgência, o 'eu mereço!''', explica.
É fato que através de nossas escolhas acabamos estabelecendo padrões e atitudes, gostos e interesses. Uma roupa, um acessório, um objeto transmite algo sobre nós. No caso da moda, Josiane evidência: ''Quando o consumidor compra uma roupa ou acessório de determinada marca, ele compra na verdade muito mais do que só o produto. Ele busca também o 'lifestyle' da marca, que são os valores agregados ao produto. Por exemplo, os valores de determinada marca são tradição, luxo artesanal e exclusividade. Quando o consumidor usa uma peça desta marca ele está querendo comunicar estes valores através da roupa''.
Ela termina com outra dica: ''Temos que tomar cuidado com o termo 'de marca', pois todas as roupas têm uma marca, que pode ser boa ou ruim. Mas acredito que uma boa peça de roupa é um ótimo investimento, pois estamos valorizando nossa imagem pessoal''. (E.S.)

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