Uma escola de dança de Londrina foi selecionada para o Extreme Makeover, projeto da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios para transformar pequenas empresas. O projeto oferece cinco meses de consultoria tecnológica e financeira com especialistas de diversas áreas. A empresa, fundada em 2010, competiu com outras cerca de 2.500 de todo o Brasil e foi a escolhida junto a outros dois pequenos empreendimentos – um é da área pet e outra do ramo de música. A Casa da Dança, de Londrina, é a primeira empresa do Paraná a ser selecionada pela revista em dez edições do projeto.
Os critérios de escolha das empresas participantes do projeto levam em consideração o potencial de crescimento e a receptividade a mudanças, afirma Robson Viturino, editor executivo da revista. Depois de selecionada, a empresa passa por um período de diagnóstico e de sugestão de mudanças. "Se você olhar o perfil das três empresas selecionadas, algo importante sobre elas é que tiveram crescimento apesar do mal momento da economia. As três histórias trazem exemplos de empresas que conseguiram caminhos para continuar crescendo", comenta ainda Viturino.
Com cinco anos de existência, a Casa da Dança teve, em 2015, o seu melhor ano, diz Fernando Bodra, um dos sócios da empresa, junto com a esposa Jéssica Magalhães. Foi neste ano que a escola passou dos 120 alunos, em janeiro, para os 350 até agora. A meta é fechar novembro com 450. E o planos de crescimento da empresa são ambiciosos. Por enquanto, a Casa de Dança tem apenas uma unidade, na Av. São João, Região Leste da cidade. Mas, no ano que vem, quer inaugurar mais uma, expandir as atividades para cidades da Região, e no período de dez anos, se transformar em uma franquia com unidades no Brasil e no mundo. "Queremos nos tornar a maior rede de escolas de dança do mundo."
Hoje, os 18 professores da escola ensinam sete estilos de dança diferentes, mais o pilates. Para o exterior, o empresário quer levar o seu modelo de negócio que, como o próprio nome diz, tenta fazer os alunos se sentirem em casa. Famílias são estimuladas a fazerem aulas no mesmo horário para incentivar a união familiar. "Como temos um ambiente familiar, é um espaço mais alegre, a pessoa se sente mais em casa. O aluno vai para aprender a dançar, mas isto não é o principal. A gente brinca que aprender a dançar aqui é consequência do ambiente que está, que serve para desestressar, se divertir e aprender uma coisa nova."
Com um modelo de trabalho replicável, os estilos de dança ensinados poderão variar de acordo com a cultura do País e a procura, diz Bodra. "Não necessariamente todas as aulas que temos aqui serão dadas no Nordeste ou em outros países."
A maquiadora Damaris Alice da Silva Matos matriculou, há sete meses, a filha Lara, de 4 anos nas aulas de balé do local. Como o marido estuda à noite, a maquiadora se matriculou nas aulas de balé fit na mesma escola da filha. As aulas começam logo depois do balé de Lara, que fica aguardando a mãe na mesma sala. Para ambas, o objetivo ao se matricular nas aulas era fazer um exercício físico, e se as duas pudessem estudar na mesma escola, melhor ainda. "Ela ama dançar", diz Damaris sobre a filha. "Eu também sempre gostei. Acho que ela pegou isso do meu jeito."

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