Um sonho de R$ 170 milhões na virada do ano
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Imagine acordar milionário no dia 1º de janeiro de 2012? Este é o sonho de milhares de brasileiros que apostaram ou ainda podem apostar na Mega-Sena da Virada, o último concurso do ano promovido pela Caixa Econômica Federal, cujo prêmio deve ultrapassar a cifra de R$ 170 milhões. O sorteio será realizado hoje, às 20 horas, com transmissão ao vivo por diversas emissoras de televisão. Muita gente correu para as lotéricas ontem em Curitiba para não perder a chance de ganhar essa bolada. Mas quem ainda não fez a ''fezinha'' no valor de R$ 2,00 ainda tem tempo de tentar uma aposta. As lotéricas de todo o Brasil ficam abertas até às 14 hoje de hoje.
O grande diferencial deste concurso é que ele não é cumulativo, ou seja, se ninguém ganhar com os seis números sorteados, o prêmio será dividido entre os que acertaram a quina, e assim por diante. De acordo com a Caixa, o volume de apostas já é 30% maior que o registrado no ano passado. O superintendente nacional de loterias da Caixa, Gilson Braga, disse ontem que o volume acumulado até quinta-feira já chegava a 60 milhões de apostas que totalizavam R$ 390 milhões.
Em Curitiba, muitos fizeram planos caso ganhem a ''bolada'' no final do ano. Maria Aparecida de Almeida, auxiliar de almoxarifado, fez três apostas para a Mega-Sena. Ela é moradora de Piraquara, na Grande Curitiba e já tinha jogado em uma lotérica da cidade ontem pela manhã. À tarde, fez outras duas apostas, desta vez na capital. ''Estou sentindo que estou com sorte então passei em três lotéricas e fiz os jogos. Se ganhar o prêmio vou ficar quieta, sem sair anunciando. Mas claro que vou ajudar minha família, ter uma vida melhor'', disse.
Rubens Lourenço, bancário, também é morador de Piraquara. Ele jogou no bolão organizado pela lotérica, pagando R$ 10. ''É muito dinheiro. Ainda não pensei muito bem, mas acho que vou deixar por um mês rendendo no banco, até saber o que fazer. Depois deste tempo vou aproveitar com a família'', afirmou.
A contadora Leonice Antônia Assunção e Silva, de Curitiba, deixou a filha escolher os números da aposta. Além disso ela também jogou os números que o irmão que viajou deixou para apostar. Mesmo sendo contadora ela disse que nunca tentou usar o conhecimento com os números para tentar acertar o prêmio. ''Não tenho nenhuma superstição de jogar baseada em datas especiais, etc. Meu marido sempre joga os mesmos números, mas acredito que quem tiver que ganhar será na sorte mesmo. Só sei que se ganhar quero viajar muito e descansar'', conta.


