Um selo para ''Plantio Direto com Qualidade''
O incentivo que os agricultores do sistema de plantio direto (PD) defendem, não é aquele convencional como subsídios, financiamentos ou algo semelhante. Este tratamento até que seria defensável. Mas, para o presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, Herbert Bartz, o retorno (ele não usa o termo subsídio) que se espera deve ocorrer em cima de novas ações. Uma das ações seria o uso de um selo para distinguir produtos agrícolas que resultem de plantio direto com qualidade.
É que o PD não é uma prática isolada: o agricultor do PD também é aquele profissional que usa menos agrotóxicos e menos fertilizantes químicos. É o que faz rotação de cultura, manejo de pragas e de plantas invasoras.
Por esse certificado, os agricultores receberiam valores adicionais no mercado. Outra opção poderia ser a redução de impostos para grãos cultivados no sistema PD.
Bartz propõe uma política de rastreabilidade para os grãos, como a que está surgindo para o boi, em que o consumidor conhece a origem do produto. Só que, no caso do PD, espera-se que o mercado pague mais por esses produtos diferenciados.
Assim, a produção vinda do sistema PD teria o retorno adequado pelos serviços prestados em defesa do ambiente e da qualidade de vida.
O pesquisador Osmar Muzilli sugeriu a um grupo de agrônomos que pretende expandir o PD no Médio Paranapanema (SP) que adotem a prática por inteiro. Plantio direto não aceita meia-sola - disse.
Sobre a relutância de alguns agricultores que ainda hesitam em adotar o PD - como ocorre na terra roxa da região de Londrina, Sertanópolis, Primeiro de Maio, Sertaneja e outros municípios -, Bartz e Muzzilli atribuem esta indecisão ao fato de o solo ser muito fértil e esses agricultores acham que ainda não é necessário fazer o PD. Mas estão enganados, segundo os técnicos. E Bartz completou: Quanto melhor a terra, pior é o agricultor, numa crítica aos produtores de grãos da região.
Empresário de vanguarda, Bartz comentou ontem que cada vez o governo dos EUA aumenta os subsídios para os agricultores americanos, provoca um choque de criatividade na agricultura brasileira que se torna mais competitiva e eficiente.





