Um oásis de empregos
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quinta-feira, 04 de novembro de 2010
Victor Lopes<BR> Reportagem Local 
Final de semana, os dois principais shoppings de Londrina estão com os corredores abarrotados de clientes ávidos para gastar. Entretanto, os produtos expostos nas vitrines das lojas disputam espaço com pequenos cartazes com os dizeres: ''Procuram-se funcionários, com ou sem experiência''. Tanto no Catuaí quanto no Royal Plaza Shopping, estão sobrando vagas de empregos para as mais diferentes funções, com o detalhe que as lojas têm grande dificuldade para contratar pessoal. A FOLHA conversou com gerentes de estabelecimentos alocados nos shoppings para descobrir o motivo no qual essas vagas não são preenchidas e se é possível faturar alto trabalhando neles.
Segundo dados levantados pela reportagem, no Catuaí há por volta de 80 vagas de empregos ofertadas atualmente, sendo que 68% delas são para o cargo de vendedor, principalmente no segmento de vestuário. Alex Spirandelli é gerente da Tng e mostra uma pilha de currículos que recebe diariamente na loja. ''Mesmo com tantos candidatos, esta complicado contratar. Só no ato da entrevista, cerca de 30% do pessoal não comparece. E olha que não precisa nem ter experiência para trabalhar aqui, eu até prefiro dessa forma'', ressalta o gerente, que trabalha há três anos no shopping.
Entre os motivos da dificuldade para contratações, Spirandelli cita os horários diferenciados - que incluem trabalhar em finais de semana e feriados - e a falta de comprometimento de quem está em busca da vaga. ''Muitos estão procurando o primeiro emprego e ficam receosos. O que queremos é que a pessoa apenas mostre interesse pela vaga''.
Na loja de sapatos femininos Arezzo, a gerente Mariana Justino Oliveira diz que os candidatos ''não querem um trabalho, mas apenas um emprego''. ''Damos um treinamento de cinco dias para avaliarmos se o candidato está realmente apto à vaga. Por aí já sabemos se ele está comprometido ou não''.
Todos os gerentes entrevistados pela FOLHA concordam que o grande problema está relacionado aos horários. Entretando, Marina salienta que quem trabalha nesses períodos são recompesados financeiramente por isso. ''No shopping, o volume de clientes é grande e o salário chega a ser 40% maior comparados aos comerciantes que fazem o horário do centro. Para quem quer ganhar dinheiro, são ótimas oportunidades'', relata a gerente, que possui funcionários que chegam a faturar R$ 2,5 mil mensais, e atingem R$ 5 mil no final do ano.
É pensando nesses candidatos que precisam de um salário diferenciado que a Chilli Beans, atuante na venda de óculos e relógios, busca funcionários, digamos, mais descolados. ''Tem que encaixar no perfil da loja e ter disponibilidade de horários, além de ser simpático e possuir toda uma desenvoltura. Apesar de preferirmos pessoas que queiram seguir um plano de carreira, lidamos com uma alta rotatividade, já que contratamos pessoas jovens e que geralmente estão na faculdade'', completa Rejane Aguiar, gerente do estabelecimento.


