Diferente do modelo atual seguido pela medicina privada, baseado em médicos especialistas, na Atenção Primária em Saúde (APS), modelo praticado em países da Europa, um médico generalista, junto a uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, se responsabiliza por um um grupo de pessoas e pelo primeiro atendimento, pelos primeiros cuidados e também pela prevenção de doenças. Este profissional será, portanto, conhecedor do histórico de saúde do paciente e então o encaminhará, quando necessário, a um especialista. Este é o modelo inovador que cooperativas de saúde pretendem adotar no País.

Um movimento em direção a este novo modelo já foi iniciado, em especial, pelo Sistema Unimed. Na Unimed Guarulhos, a APS está sendo colocada em prática e outros projetos-piloto começam a surgir. No Paraná, quatro profissionais participam de uma pós-graduação dentro de um Projeto Técnico Científico de Gestão com o objetivo de auxiliar na implantação da Atenção Primária em Saúde.

''De 80% a 85% dos problemas de saúde são possíveis de serem tratados dentro da atenção primária sem serem encaminhados para especialistas'', afirma o médico Wilson Liuti Costa Junior, gestor de promoção em saúde da Unimed Londrina. Ele é um dos profissionais paranaenses que participam do projeto.

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- Confiança é primordial

- Cooperativismo como facilitador

- Implantação será um desafio

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