Imagem ilustrativa da imagem Um novo fôlego para a mandioca
| Foto: Celso Pacheco/21-01-2014
No Paraná, uma das principais demandas é o alongamento do prazo atual de vencimento para estocagem da mandioca a fim de garantir uma melhor comercialização do produto
Imagem ilustrativa da imagem Um novo fôlego para a mandioca



Depois de uma safra 2014/15 catastrófica, os produtores de mandioca do Paraná começam a sair do vermelho, com recuperação dos preços de comercialização, gerando, claro, boa rentabilidade nas lavouras. Com o intuito de dar um fôlego ainda maior para este cenário, representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Mandioca e Derivados entregam amanhã um documento com reivindicações para o setor ao ministro da Agricultura (Mapa), Blairo Maggi.

As propostas foram definidas recentemente em reunião da Câmara, que conta com representantes paranaenses. Uma das principais demandas que serão levadas a Brasília está relacionada ao vencimento do Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEPM) para farinha de mandioca, fécula, goma e polvilho. Hoje, o prazo é de seis meses e a nova proposta busca atingir, no mínimo, um ano, considerando o ciclo produtivo da cultura e o prazo de vencimento das operações de custeio.

O presidente do Sindicato Rural de Paranavaí e representante da Câmara Setorial da cultura pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ivo Pierin, relata que o prazo atual de vencimento para estocagem do produto é insuficiente, já que o ciclo da mandioca pode atingir até dois anos. "Se tivéssemos um prazo mais alongado, os produtores poderiam aguardar um tempo maior para realizar a comercialização dos produtos. Isso faz com que todos dependam menos dos recursos governamentais, que muitas vezes demoram para chegar, como aconteceu no ano passado, quando a situação não estava favorável".

Fomento
Outra proposta da cadeia é o apoio governamental no fomento de uma rede de 50 pesquisadores, formada por universidades e institutos de pesquisa como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa, entre outros. A ideia é que os pesquisadores atuem de forma integrada de acordo com as demandas da iniciativa privada. Hoje, as ações nesta área ocorrem de formas dispersas e abrangentes. "Desta forma, conseguimos unificar ações e ligá-las ao nosso grupo de técnicos de forma mais eficiente e com bons resultados".

Por fim, o documento trata da solicitação da correção dos preços de garantia do produto, que foram ajustados em apenas 2,5% para 2017, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). "Um reajuste mais adequado é extremamente importante para balizar financiamento, custeio e estocagem, seguindo nossas necessidades reais", complementa.

Na última reunião, os especialistas da Embrapa aproveitaram para mostrar que houve um aumento no número de defensivos voltados para a cultura, registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O salto foi de 16 para 30 produtos, facilitando o dia a dia dos mandiocultores na lavoura.

mockup