Na opinião de Nilo Kato, as confeitarias londrinenses têm muita influência italiana e os londrinenses estavam acostumados com o doce bem doce. ''Para mudar para menos doce, a sensação é que falta açúcar.'' O preconceito de que ''o que é bonito, não é gostoso'' era outra opinião que o empresário chegou a ouvir nos primórdios do Hachimitsu.
Segundo ele, o negócio passou por maus bocados no início das atividades. Foram sete meses no vermelho, e a primeira ampliação da loja veio só no segundo ano. ''Para Londrina, um conceito novo de produto foi difícil a ponto de eu quase querer desistir. Se não fosse essa paixão, se eu fosse considerar só o lado financeiro, eu já teria desistido.''
A confeitaria fez algumas adaptações para agradar ao paladar londrinense. Adicionou mais chocolate e morangos - os ingredientes preferidos dos londrinenses em um doce -, mas manteve a essência. ''Eu desisto de fazer doces mas não mudo'', disse o empresário, com segurança. (M.F.C.)

mockup