Um modelo alternativo e exportável
A primeira cooperativa de que se tem notícia no mundo foi criada na Inglaterra por operários de uma fábrica de tecidos, em 1844. O sistema pregava gestão democrática, livre adesão, distribuição de sobras líquidas e neutralidade político-religiosa. O que veio depois era uma tentativa de reverter o quadro de proletarização, como alternativa à empresa comercial clássica, impedindo a ação de intermediários. No Brasil, a chamada medicina de grupo nasceu em 1966, quando o governo permitiu às empresas a retenção de 5% do salário mínimo por empregado e dependente, deduzidos da contribuição previdenciária do empregador. Elas só tinham que dar assistência médica ao grupo.
Foi a época em que o Sindicato dos Médicos de Santos, ou melhor, Edmundo Castilho, o presidente, resolveu estabelecer uma sociedade sem fins lucrativos que oferecesse livre escolha de médicos em consultórios particulares, serviços auxiliares e atendimento hospitalar - para disputar o mercado com empresas comerciais.
Assim nasceu, em Santos, em 1967, a primeira cooperativa brasileira de trabalho médico (Unimed). Hoje existe o Complexo Empresarial Cooperativo Unimed, formado pela Unimed do Brasil, Unimed Seguradora, sistemas Unicred e Usimed, e Fundação Centro de Estudos Unimed. Um complexo que acabou virando a maior organização privada de assistência à saúde da América Latina. (B.F)





