Cooperativa Integrada prevê dobrar para R$ 60 milhões faturamento na Unidade Industrial de Rações, fábrica cuja expansão foi inaugurada ontem em Londrina
Cooperativa Integrada prevê dobrar para R$ 60 milhões faturamento na Unidade Industrial de Rações, fábrica cuja expansão foi inaugurada ontem em Londrina | Foto: Ricardo Chicarelli
Cerca de 25% da linha de produtos da Venco Saúde Animal são direcionadas aos pets: faturamento da empresa neste ano deve fechar em R$ 70 milhões
Cerca de 25% da linha de produtos da Venco Saúde Animal são direcionadas aos pets: faturamento da empresa neste ano deve fechar em R$ 70 milhões | Foto: Anderson Coelho/12-06-2016



Crescer e investir em meio à turbulência econômica que o País vive é tarefa para poucos segmentos – não há como negar. Mas se o leitor desta FOLHA tem um animal de estimação em casa, sabe muito bem que os medicamentos e a ração do pet de cada dia não podem faltar, independentemente de como anda o orçamento familiar. Situação que as indústrias do segmento conhecem muito bem, gerando projeções positivas para o último trimestre do ano e, claro, 2017. Indústrias e cooperativas de Londrina que atuam no setor pet já projetam bons números em curto e médio prazo.
A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) bate na tecla de que os efeitos da inflação e alta de impostos interferem atualmente no setor. Mesmo assim, a expectativa é fechar 2016 com faturamento no País de R$ 19,2 bilhões, crescimento de 6,6% em comparativo ao ano passado. O segmento de alimentos e rações corresponde a aproximadamente 67,5% deste faturamento, seguido dos serviços (16,3%), cuidados com animais e medicamentos veterinários, ambos com 8,1%. O Brasil já ultrapassa a barreira dos 132,4 milhões de pets, entre cães, gatos, aves, peixes e outros animais. Desses, mais de 52 milhões são cachorros, e outros 22,1 milhões são gatos.

Ração
Ontem, a Cooperativa Integrada inaugurou, em Londrina, uma expansão de seis mil metros quadrados da sua Unidade Industrial de Rações, com intuito de potencializar a produção do alimento para cães e peixes. Da produção total fabril de 50 mil toneladas – que também inclui rações para bovinos, equinos,suínos, ovinos, coelhos e aves – aproximadamente 12 mil toneladas serão destinadas para o mercado pet neste primeiro momento. O investimento total foi de R$ 25 milhões.
O presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, não titubeia em dizer que o objetivo da cooperativa é investir cada vez mais no promissor mercado pet. A cooperativa, inclusive, focará em linhas super premium de ração para cachorros e, em 2017, também alimentos para gatos. "Já trabalhávamos com os pets, mas era de forma tímida. Agora apostamos em equipamentos modernos para a criação de novos produtos. Nossa intenção é dobrar a produção para o segmento em dois anos, inclusive com rações diferenciadas, de maior valor agregado".
Em 2016, a expectativa da Integrada é fechar com um faturamento na Unidade Industrial de Rações de R$ 30 milhões. Em 2017, o valor pode chegar a R$ 60 milhões, com o mercado pet representando R$ 20 milhões, 33,3% do montante. "Queremos brigar forte no mercado, inclusive com as grandes empresas".

Imagem ilustrativa da imagem Um mercado em plena expansão



Vacinas e medicamentos
Outra empresa que colhe os frutos do mercado pet é a Venco Saúde Animal, com sede em Londrina e atuação no setor de vacinas e medicamentos veterinários. A indústria com três décadas de atuação prevê um faturamento de R$ 70 milhões para 2016, sendo que R$ 14 milhões (20%) correspondem à comercialização de produtos para animais de estimação. De toda a linha de produtos, aproximadamente 25% são voltados aos pets. "Este é um mercado em plena expansão para nós, tanto que dobramos nosso faturamento específico neste mercado nos últimos cinco anos", salienta o diretor comercial, Sérgio Takano.
Para atingir tais resultados, Takano explica que a Venco realizou a "reformatação na equipe de vendas e criou novos canais de distribuição". "Nossa expectativa é crescer em torno de 25% no segmento, média geral de toda a empresa. A demanda desses produtos tem crescido, o mercado está mais consciente, com a maior inclusão de pessoas consumindo medicamentos para os pets. Nosso principal negócio são as vacinas, que têm uma representatividade de valor pequena referente a todos os cuidados com os animais de estimação ao longo da vida deles", complementa.

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