Um mercado de US$ 200 bilhões
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
Desde os serviços de vigilância e recepção até os projetos de engenharia mais sofisticados, e desde a areia e a argila aos equipamentos de construção mais caros do mundo, a lista de produtos demandados pela Petrobras é muito extensa. A gigante do petróleo, que até 2014 vai investir mais de US$ 200 bilhões em projetos de ampliação, precisa de cerca de 2.600 ítens: um filão bem interessante para suas empresas contratadas, subcontratadas e terceirizadas no País inteiro.
E foi para aumentar a participação das micro e pequenas empresas nesta lista de fornecedores privilegiados que o Sebrae implantou o Projeto de Competitividade - Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia. Na última quinta-feira, o trabalho foi apresentado a empresários londrinenses, na sede do Sinduscon, por representantes da instituição e também da Petrobras.
Segundo Flávio Cortez, gerente de Contratação de Serviços da Repar - braço da petrolífera no Paraná, o Estado é um dos que têm menos presença no Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia. O objetivo do Prominp é aumentar a participação da indústria nacional de bens e serviços nos negócios que envolvem o setor.
Independentemente do projeto do Sebrae, qualquer empresa nacional que atender aos requisitos da Petrobras pode passar a disputar suas licitações a partir do preenchimento e da aprovação de um cadastro pelo site www.petrobras.com.br (ver quadro).
Existem dois tipos de cadastros: o Cadastro Corporativo e o Registro Local. O primeiro é para quem deseja e tem condições de disputar as licitações da empresa nacionalmente. O segundo serve para os candidatos a fornecedores dos braços estaduais da Petrobras, que está presente em 20 das 27 unidades da Federação. Se quiser atender a mais de uma unidade, a empresa terá se inscrever em cada uma delas.
Como admitem os próprios representantes da empresa que estiveram em Londrina, o cadastro é ''trabalhoso''. O candidato vai ter de responder a um extenso questionário, digitalizar documentos e enviá-los pelo site. Mas a boa notícia é que o help desk do Canal Fornecedor (08002821556), testado pela FOLHA ontem, funciona bem e os atendentes demonstram boa vontade em sanar dúvidas.
Os critérios exigidos para os fornecedores pela petrolífera são técnicos, econômicos, legais, de SMS (saúde, meio ambiente e segurança) e gerenciais. Ou seja, a empresa candidata terá de comprovar documentalmente que dispõe de corpo técnico e de que está economicamente apta.
Por meio de certidões negativas, também terá de mostrar que está regular no cumprimento de suas obrigações junto ao mercado e aos órgãos de governo. A Petrobrás também leva muito em consideração os cuidados com SMS. Dependendo da complexidade do produto a ser apresentado, o candidato a fornecedor será obrigado a ter certificações como ISOs e Ohsas.
O gerente lembra que o cadastro não é apenas importante para quem pretende atender diretamente à Petrobras. ''Em determinados casos, a empresa terceirizada irá exigir o Certificado de Registro e Classificação Cadastral (CRCC) das subcontratadas'', afirma. Apesar de trabalhoso, Cortez diz que o preenchimento do cadastro ''não é difícil'', é gratuito, e vale a pena. ''Com 220 bilhões de dólares de investimentos, há mercado para todo mundo'', discursa o gerente da Repar.
O Cadastro Corporativo da Petrobras conta com 260 empresas parananenses. E mais 300 estão em fase de aprovação.


