Com o espírito do Natal no ar e o 13º salário no bolso do consumidor, o final de ano é o melhor período para o comércio, que é presenteado com o aumento no volume de vendas. E para potencializar ainda mais o faturamento dos seus associados, as entidades representativas do setor apostam nas campanhas de Natal, sorteando prêmios e assim fidelizando muitos clientes esperançosos por tirar a sorte grande depois das compras. Em Londrina e cidades da região serão sorteados veículos, prêmios em dinheiro e até um "kit casa".
Em Londrina, onde a estratégia já é adotada há quase 20 anos, estabelecimentos dos mais variados segmentos participam com a certeza de um bom resultado no caixa. E como destaca o superintendente da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acil), Diego Menão, os pequenos comerciantes podem utilizar a campanha da Acil como estratégia de marketing. "O pequeno empresário não tem força para fazer uma campanha dessa em larga escala. É a oportunidade que ele tem de otimizar as vendas."
Na cidade, este ano, serão sorteados dois veículos modelo Fiat Palio, além de uma moto Harley Davidson. Sem contar os 75 vale-compras, cada um no valor de R$ 1 mil. "A campanha começa no dia 1º de dezembro e durante o mês teremos três sorteios", ressalta Menão.
Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), Junior Serea, as campanhas também possibilitam ao comércio de rua ser mais competitivo frente aos grandes estabelecimentos. "É a maneira de o comércio de rua enfrentar a concorrência dos shoppings centers e lojas de departamento", avalia. Em Apucarana, a campanha de Natal começa no dia 25 de novembro e vai sortear R$ 100 mil em vale-compras.
Em Arapongas, a campanha de Natal começou ontem e tem gerado expectativa dos consumidores: muitos fazem questão de planejar as compras e a participação no sorteio, que terá prêmios como um Volkswagen Gol, aparelhos de TV e até um "kit casa", suficiente para mobiliar uma residência inteira. "As pessoas já estão entrando em contato para pedir a relação das lojas que vão participar, dizendo que querem comprar onde poderão concorrer aos prêmios. O sorteio acaba sendo uma forma de fidelizar o cliente", avalia a gerente administrativa da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia), Elizabeth Liberato.

Importância


A importância das tradicionais campanhas de Natal para o comércio fica ainda mais evidente quando não são realizadas. Foi assim em Maringá, que há dez anos parou com a estratégia, mas este ano, a pedido dos próprios comerciantes, voltará a adotá-la. "Sempre fazemos uma pesquisa antes e depois de datas importantes e da última vez muitos comerciantes fizeram essa solicitação", explica o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Marco Tadeu Barbosa.
A campanha começa no dia 5 de dezembro e vai sortear três carros modelo Chevrolet Celta, além de três prêmios de R$ 2 mil para os vendedores que fecharam negócio com os ganhadores dos carros. A expectativa, segundo Barbosa, é que, com a campanha, o comércio de Maringá tenha um faturamento 20% maior no período.
A 50 km de Maringá, a Associação Comercial, Empresarial e Agrícola de Astorga (Aceaa) organiza a campanha de Natal da cidade que, além de impulsionar ainda mais as vendas, garante que muitos consumidores priorizem o comércio local. "Claro que sempre tem aqueles consumidores que vão às cidades maiores fazer compras, mas o astorguense acaba se concentrando aqui e isso agrega valor ao comércio", destaca o diretor social da entidade, Haroldo Junnior.
Segundo ele, compradores de outras cidades menores, como Sabáudia e Pitangueiras, também acabam valorizando o comércio de Astorga, que este ano vai sortear um Hyundai HB20, duas motocicletas, televisores e camisetas da seleção brasileira.



Ao fazer as compras de Natal você prioriza lojas que sorteiam prêmios?
Imagem ilustrativa da imagem Um estímulo para as vendas de Natal
"Sim, faz diferença. Vai que estou na vez da sorte. E pode ser o prêmio que for, para mim já é lucro". Rosemara Baltieri, dona de casa.
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"Com certeza. E não é só no Natal. Hoje mesmo comprei uma toalha que primeiro vi por R$ 18, mas acabei pagando R$ 18,20 em outra loja que estava sorteando uma geladeira". José de Jesus Neto, aposentado.
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"Não, geralmente vou atrás do melhor preço mesmo. A não ser que seja um valor com pouca diferença, aí priorizo mais a loja que tem promoção". Bruno Erick, comerciante.



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