Um em cada três brasileiros já tem celular
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quinta-feira, 15 de julho de 2004
Agência Estado 
Brasília - Quase um terço da população brasileira já possui telefones celulares, segundo balanço da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgado ontem. Foram registradas 54 milhões de linhas em junho de 2004, um aumento de 1,6 milhão em relação a maio. De acordo com o último censo do IBGE, a população brasileira era de 169 milhões de habitantes em 2000. Nos últimos 12 meses o crescimento foi de 48%. Segundo a agência, o número atual de linhas já supera em 2,92% a previsão para dezembro de 2004, que havia sido feita em 2000, no documento Perspectivas para Ampliação e Modernização do Setor de Telecomunicações (Paste).
O crescimento intensificou-se no ano passado, como mostra a evolução da densidade de linhas por 100 habitantes: era de 17,86 em junho de 2002 e subiu para 21,51 em junho de 2003, chegando a 30,17 em junho deste ano. Esta explosão deve-se principalmente aos telefones pré-pagos, que permitem à população de baixa renda um acesso ao serviço com controle maior dos gastos, apesar de pagar uma tarifa mais elevada.
Os pré-pagos representam 79,06% das linhas móveis existentes. O balanço mostra ainda uma evolução da competição no setor. Ao contrário do que ocorre na telefonia fixa, onde as sucessoras da Telebrás dominam com muita folga o mercado, as ex-subsidiárias da estatal, localizadas na Banda A, possuem apenas 53,92% do mercado. As novas empresas conquistaram quase metade dos clientes. Como consequência dessa competição, a pesquisa registra também um aumento no número de aparelhos que usam a tecnologia européia GSM, utilizada por TIM, OI e Claro. Essa tecnologia passou de 8,22% do mercado em junho de 2003 para 23,13% no mês passado.
Maior densidade - O Distrito Federal é a unidade da Federação onde o celular está mais disseminado. De cada dez pessoas, oito têm o aparelho, segundo a estatística da Anatel. Um ano atrás, essa densidade era de 56%. Já o Maranhão é o Estado com a menor densidade, apenas 10,6%, comparado a 6,8% de junho de 2003. Em São Paulo a densidade subiu de 25,3% para 36,4%, mostrando ainda um grande potencial de crescimento, e no Rio passou de 30,0% para 47,6%.
Devido aos números de Brasília, o Centro-Oeste torna-se a região com maior densidade, que passou de 28% para 42% em um ano. A menor densidade é do Nordeste, que subiu de 11% para 17%, seguida do Norte (14% para 21%), e do Sudeste e do Sul (26% para 36%). A densidade do Brasil subiu de 21% para 30%, no período.
A distribuição das linhas por tecnologia também mudou nestes doze meses. O GSM (TIM, Claro e OI) subiu de 8,2% para 23,1%. O TDMA (Vivo e outras operadoras menores) caiu de 58,4% para 46,1%, já que as operadoras estão trocando essas linhas por tecnologia GSM e CDMA. A tecnologia CDMA, operada apenas pela Vivo, perdeu mercado, saindo de 31,2% para 29,8%, embora em números absolutos tenha subido de 11 milhões para 16 milhões de linhas. A tecnologia AMPS (analógica) está em extinção, e caiu de 2,0% para 0,9%.


