Carmem Murara
O consórcio Dominó - que há um ano comprou 39,7% das ações que o governo do Estado detinha na Sanepar - indicou somente agora os diretores do grupo que vão administrar a empresa. Eles foram indicados pelos controladores das ações que são as empresas Andrade Gutierrez, Banco Opportunity e a francesa General des Eaux, que leva o nome de Vivendi. Os novos diretores assumiram suas funções no início da semana e desde quarta-feira estão no interior do Estado, participando de seminário com gerentes regionais.
Pela decisão do Conselho de Administração, não haverá mudanças estruturais na Sanepar. Mas é inevitável a divisão de poderes. O presidente, Carlos Teixeira, passa a articular mais o trabalho de política externa, enquanto o novo diretor superintendente Fredy Moreiros vai controlar a administração interna.
Os outros dois diretores indicados pelo consórcio são Jean-Marie d‘Asp, da Vivendi, e Ricardo del Guerra Perpétuo. O primeiro assumiu a função de diretor de Operações e o segundo a função de diretor financeiro. Há ainda o diretor de Relações com o Mercado, Alberto Rocco Júnior; o diretor Administrativo, Luiz Carlos Santos Bueno Filho e o diretor de Novos Negócios, Lauro Klas Júnior. Todos tomaram posse na quarta-feira da semana passada.
A indicação da diretoria era uma determinação desde que o consórcio comprou as ações da Sanepar, mas houve um retardo na composição do novo grupo por decisão das próprias empresas. Na formação do consórcio, a Vivendi foi a maior compradora das ações que o governo colocou à venda, ficando com 30%. O Banco Opportunity e a Andrade Gutierrez ficaram com 27,1% cada um e a Copel adquiriu 15% dos papéis ofertados. O governo do Estado ainda é o controlador com 60% das ações ordinárias.

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