UEL será 1ª universidade estadual a ter um parque tecnológico
Representantes da instituição apresentaram detalhes do projeto, que receberá investimento de R$ 50 milhões
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domingo, 16 de março de 2025
Representantes da instituição apresentaram detalhes do projeto, que receberá investimento de R$ 50 milhões
Reportagem local 

Representantes da Universidade Estadual de Londrina apresentaram na sexta-feira (14) os detalhes do projeto do Parque Tecnológico, que está sendo implantado a partir da construção de um Centro de Inovação no campus universitário e a reforma de um prédio às margens da PR-445, que será um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A apresentação foi dirigida à comunidade universitária e à sociedade civil. O Parque Tecnológico da UEL é fruto de muitas mãos e consolida a parceria entre a academia o poder público e o setor privado.
A UEL será a primeira instituição de ensino superior estadual do Paraná a ter um parque tecnológico em seu campus. O projeto do Parque Tecnológico receberá investimento total de R$ 50 milhões, conforme o próprio governador Ratinho Junior anunciou na semana passada. Deste total, a construtora A.Yoshii deverá aportar R$ 12 milhões na construção de um prédio de mais de 2 mil metros quadrados que está em fase de obras no campus, ao lado da Agência de Inovação Tecnológica (Aintec).
A construtora também doou o projeto arquitetônico das obras de reforma do prédio Reynaldo Ramon, na PR-445. O prédio tem cerca de 10 mil metros quadrados e deverá abrigar pesquisadores, empresas e startups. A reforma foi anunciada em dezembro passado.
BENEFÍCIOS AO ECOSSISTEMA
A implantação do parque da UEL trará grandes benefícios ao ecossistema de inovação local e de todo o Paraná, consolidando Londrina como um dos principais polos tecnológicos do País. Para a reitora da UEL, Marta Favaro, o novo espaço de inovação mostra a força da parceria entre academia, setores público e privado e os ex-alunos da universidade na criação de um polo de inovação em Londrina. “Teremos a possibilidade de potencializar o nosso arranjo de inovação e tecnologia. Já temos um trabalho intenso nos laboratórios e também pela Aintec, que é nossa agência de inovação”, explicou.
“A construção e organização desse espaço serão fundamentais para que possamos abrigar os projetos de pesquisa e atender as empresas de inovação. Vamos potencializar a relação da academia com o serviço que prestamos à sociedade em todos os seus setores”, destacou a reitora, que agradeceu o casal Atsushi e Kimiko Yoshii pelo reconhecimento do potencial da Universidade.
O espaço será o elemento central para conectar iniciativas já existentes, criando novas oportunidades para startups e empresas de base tecnológica. Ele também fornecerá suporte completo, desde a incubação até a fase de expansão das empresas, com infraestrutura moderna, laboratórios, mentoring e conexões com grandes empresas e investidores.
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CICLO DE DESENVOLVIMENTO
Durante a apresentação, diretores de três Pró-reitorias – Sérgio Gerelus (Proplan), Paulo Liboni Filho (Proex) e Eduardo Araújo de Almeida (Proppg) – demonstraram os ativos existentes na universidade que deverão compor o Parque Tecnológico. Em sua estrutura acadêmica e administrativa, a UEL mantém Laboratórios de Ensino e Pesquisa, Órgãos de Apoio, um Central Multiusuária de Laboratórios e a Aintec. Somam-se a esta infraestrutura os dois novos Centros de Inovação que serão construídos no Campus e no prédio Reynaldo Ramon. Com isso, a Universidade oferece todo o ciclo de desenvolvimento das empresas: incubação, aceleração, scale up e a criação de indústrias tecnológicas dentro da própria instituição.
Durante pronunciamento, o secretário de Inovação, Modernização e Transformação Digital do Paraná, Alex Canziani, afirmou que a implantação do Parque Tecnológico destacará a UEL como instituição de ensino e pesquisa com foco na inovação. Ele explicou que o projeto ganhou uma dimensão maior do que a previsão inicial e caminhou de forma célere, a partir da junção dos esforços da própria UEL, governo estadual e da construtora A.Yoshii, que topou fazer o aporte de capital.
“O Paraná está se consolidando como o Estado mais inovador do Brasil, fruto dessa visão moderna de colocar a universidade junto com o setor privado, para trazer mais tecnologia”, ressaltou o governador Ratinho Junior. “E quem ganha com isso são os nossos estudantes universitários, pesquisadores, mestres e doutores, que terão a oportunidade de estar em um espaço moderno, com equipamentos tecnológicos que fortalecem ainda mais a universidade pública”.

INVESTIMENTOS
Discursando em nome da família, Kimiko Yoshii, explicou que, juntamente com o marido, Atsushi Yoshii, a intenção era fazer nova doação à UEL, com um novo investimento na área da inovação.
O casal doou em 2000 o prédio da Agência de Inovação Tecnológica (Aintec), que iniciou as atividades como Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Intuel). Mais recentemente, em maio de 2022, a empresa doou uma reforma completa no prédio com substituição do piso, recuperação do calçamento externo e da fachada, além de pintura interna e externa e recuperação da rede lógica e de iluminação.
O casal ainda foi responsável pelo repasse de R$ 1 milhão destinado à compra de um piano de cauda para o Cine Teatro Universitário Ouro Verde. O valor foi repassado à Universidade logo após a reinauguração do Teatro. Parte dos recursos ainda atendeu outras necessidades da Instituição.
(Com informações da Agência UEL e Agência Estadual de Notícias)


