Cerca de 300 pessoas participaram da inauguração da Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel), ontem à tarde. No local também vai funcionar o projeto Genesis/Genorp.
O prédio, que conta com uma área de 670 metros quadrados, leva o nome do presidente da A. Yoshii Engenharia & Construção, Atsushi Yoshii, que doou as obras junto com sua esposa, Kimiko Yoshii. Ontem, o construtor recebeu o título de benemérito da UEL. Yoshii explicou a doação como uma retribuição pelos 36 anos de atuação de sua empresa em Londrina. ‘‘A incubadora vai oferecer suporte ao desenvolvimento tecnológico e científico da região. Acreditamos no desenvolvimento humano da sociedade e das empresas por meio da educação’’.
Todo o mobiliário da Intuel foi cedido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná/Instituto Euvaldo Lodi (Fiep/IEL)/, junto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O presidente da Fiep, José Carlos Gomes de Carvalho, lembrou que grandes empresas paranaenses saíram de incubadoras. ‘‘E hoje exportam seus produtos até para o Japão’’, disse. ‘‘As incubadoras são fundamentais para alavancar os pequenos projetos’’.
Com investimentos de R$ 250 mil, a Intuel ocupa 250 metros quadrados, distribuídos em 17 módulos. A incubadora tem capacidade para abrigar 16 empresas e, o Genesis/Genorp, 26 projetos de pré-incubação. O prédio conta também com sala de negócios, sala de administração central, recepção com showroom, copa, sanitários e um jardim interno.
Os equipamentos foram cedidos pela Secretaria do Estado da Ciência e Tecnologia. O secretário estadual da Ciência, Ramiro Wahrhaftig, lembrou que a Intuel é um importante trabalho feito em conjunto entre iniciativa privada, governo e academia para o desesenvolvimento da tecnologia. ‘‘O principal ativo de inovação tecnológica são as pessoas. A Intuel vai gerar muito emprego e renda para o Paranᒒ, disse.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, ressaltou que o domínio do mundo se dá, hoje, pela tecnologia. ‘‘Os países desenvolvidos cobram royalties sobre seus produtos. Precisamos nos unir para determinar ao Brasil uma tecnologia verde-amarela, que nos dê independência, e para galgar melhores dias para os nossos filhos’’.
Também participaram da solenidade o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra; o diretor do Instituto Euvaldo Lodi, Ubiratan de Lara e os deputados federais Alex Canziani e Luiz Carlos Hauly.

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