Será assinado hoje, às 10h, na Sala dos Conselhos da Universidade de Londrina (UEL), acordo de colaboração entre a instituição de ensino, a Aster - Agência de Desenvolvimento Tecnológico da Emilia-Romagna (Itália) e o Programa Paraná-Europa. O acordo visa transferir o modelo produtivo das pequenas e médias empresas da região da Emilia-Romagna para os pequenos e médios empresários da região, através da constituição do Parque Tecnológico Internacional de Londrina.
A UEL lidera o grupo para a implantação do Parque Tecnológico e a intenção é de que ele seja usado como plataforma para atuação dos empresários daquela região italiana no Mercosul e dos empresários da região de Londrina no Mercado Comum Europeu. A expectativa é de que o Parque Tecnológico esteja em funcionamento no final do próximo ano.
Os italianos Ugo Pagnoni, presidente da Comissão de Intercâmbio Acadêmico entre a universidade de Módena e a UEL; Paolo Bonaret, da Aster e Maurizio Ferrari, secretário municipal de Módena, reuniram-se ontem com representantes da UEL para discutir a criação do ‘‘parque gêmeo’’ entre as duas cidades. Segundo Marco Veronesi, diretor do Programa Paraná Europa, uma das conclusões da reunião se refere a utilização das estruturas existentes em Londrina como, por exemplo, a Universidade. ‘‘É preciso apenas complementar o Parque com a construção do que falta como uma Incubadora Tecnológica’’, diz. ‘‘Não há porque construir um parque enorme, desprezando o que existe na cidade já que hoje tudo pode estar ligado através da Internet’’, entende Veronesi.
Para buscar apoio financeiro do governo federal para o Parque, Remo Veronesi, presidente do Programa Paraná-Europa, Paolo Bonaret, Jackson Proença, reitor da UEL e Jorge Edison Ribeiro, assessor de relações internacionais da UEL, têm audiência amanhã à tarde com o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles e com ministro da Ciência e Tecnologia, José Israel Vargas.
Os italianos também assinam hoje, em Londrina, uma carta de intenção com a Sociedade Rural do Paraná dando início a um estudo de viabilidade para a criação do Centro de Exposição Internacional, que deve disponibilizar toda a tecnologia italiana dos setores agrícolas e agropecuários aos londrinenses.

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