UEG-Araucária e Ciên não falam sobre corte de pagamentos
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As empresas Usina Termelétrica a Gás (UEG-Araucária) e a Companhia de Conexão Energética (Ciên) não quiseram se manifestar sobre a suspensão dos pagamentos para compra de energia, que vinham sendo feitos pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) até o final do ano passado. As duas empresas foram contactadas ontem pela Folha. A UEG Araucária disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o assunto. E a empresa espanhola Ciên, com sede na Argentina, informou através de seu escritório, em São Paulo, que o diretor responsável não estava para falar sobre o rompimento unilateral dos contratos.
Na edição do último sábado, a Folha publicou matéria informando que a Copel suspendeu os pagamentos referentes à compra de energia elétrica para essas duas empresas desde o início do ano, quando a atual diretoria tomou posse. Conforme contrato firmado entre a gestão anterior da Copel e as empresas, a estatal vinha desembolsando o equivalente a R$ 3,5 milhões por dia para compra de uma energia que não estava utilizando.
Ocorre que o contrato firmado tinha como uma das cláusulas o sistema ''take or paid'', que significa pegue ou pague. Ou seja, por força de contrato a compra de energia deve ser paga, mesmo que a energia não seja usada. Apesar de a Copel estar trabalhando com excedente de energia, o contrato com as duas empresas vinha sendo honrado normalmente até o final do ano passado, informou na última sexta-feira o diretor de Planejamento e Distribuição da empresa, engenheiro Ivo Pugnaloni.
O governo do Estado alega que a Copel não é obrigada a fazer os pagamentos porque os contratos com as duas empresas ainda não haviam sido homologados. De acordo com os contratos, a UEG Araucária deveria fornecer 469 de Megawatts Médios (MW) e a Ciên deveria fornecer 800 MW. Além de cliente, a Copel é sócia minoritária da UEG-Araucária, com 20% das cotas da empresa. Os demais sócios são Petrobras, com 20% das ações e a empresa norte-americana El Paso, com 60% das ações.


