UE vai liberar subsídios a suinocultores
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Samla Mesquita<br> Agência Estado 
Bruxelas A partir de 22 de dezembro, a União Européia (UE) vai liberar cerca de US$ 37 milhões aos seus produtores de carne suína para cobrir custos de estocagem privada sobre uma quantidade de 80 mil toneladas.
A medida de apoio foi autorizada pela Comissão Européia, com o objetivo de estabilizar o mercado, que sofreu uma queda de 16% nos preços nestes últimos três meses. O setor ainda sofre pressão da redução do consumo europeu e de perdas líquidas nas suas exportações, causadas pelo euro forte.
Segundo Gregor Kreuzhuber, porta-voz do comissário europeu de agricultura, Franz Fischler, o volume exportado de carne de porco não caiu nos últimos meses, mas, sim, o ganho líquido.
A estimativa é de que a UE exporte em 2003 cerca de 1,4 milhão de tonel adas de carne suína, o que representa 2% a mais do que o exportado em 2002. Porém, diz Kreuzhuber, a balança vai mostrar uma diferença de quase 20% para menos, pressionada pela valorização do euro.
Os principais mercados da UE são a Rússia, o Japão, Coréia do Sul, China e Hong Kong, além dos países do Leste europeu, como Hungria e os países Balticos. Já os norte-americanos compram, sobretudo, produtos em conserva como presunto.
''O Brasil é um dos maiores concorrentes da UE, mas por problemas sanitários, a Europa não permite que a carne entre na comunidade. O preço praticado pelo Brasil no mercado mundial é mais baixo que os da UE, por isso, torna-se um concorrente importante'', explica uma fonte do Comitê de Gestão da Carne de Porco da Comissão Européia.
''Sei que o Brasil tem feito esforços para exportar carne suína à UE. Creio que com o tempo, a Comissão vai deixar entrar a carne de porco vinda do Brasil'', fala a fonte comunitária.
Porém, o relatório desfavorável de uma missão técnica comunitária, do ano passado, afasta, por enquanto, qualquer pretensão brasileira de curto prazo para derrubar uma barreira que dura mais de 20 anos.
A UE é o maior exportador mundial de carne de porco, segundo dados da Eurostat - departamento de estatística comunitária -, seguida por Canadá e Brasil.


