UE vai defender, na OMC, comércio sustentável
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de novembro de 2002
Agência Estado 
Bruxelas A União Européia (UE) pretende proteger sua agricultura e reforçar o conceito de ''comércio justo'', reduzindo os subsídios para o setor e dando maior acesso ao seu mercado.
A posição comunitária, que esbarra nos conceitos defendidos pelo Brasil e pelos países do Grupo de Cairns, foi reafirmada pelo comissário europeu de comércio, Pascal Lamy, durante o fórum de comércio sustentável, realizado em Bruxelas na quinta-feira, sob o patrocínio do Conselho de Ciência da Commonwealth e apoio da Comissão Européia.
A Europa, segundo Lamy, reforça o compromisso de criação de um sistema comercial mais justo, baseado em regras de exceção, como o principal meio de ajudar a integrar as nações menos favorecidas no sistema econômico mundial.
O Grupo de Cairns (Austrália-1986), do qual faz parte o Brasil e mais 17 países, não é contrário ao comércio sustentável, explica uma fonte diplomática da missão da Austrália junto à comunidade européia em Bruxelas, mas não quer permitir que preocupações não comerciais, como segurança alimentar, normas ambientais e trabalhistas sejam usadas para disfarçar o protecionismo.


