Bruxelas As sanções da União Européia (UE) impostas às exportações de castanha-do-Pará com casca, por causa de um fungo chamado aflatoxina, que, segundo a Comissão Européia, é cancerígeno, acabaram suspendendo os embarques brasileiros à Europa, porque governo e setor privado não estão preparados para atender às exigências comunitárias.
Pelas últimas medidas, toda castanha-do-Pará com casca, embarcada à Europa a partir de 5 de julho, deve ser acompanhada de um novo certificado, constando a rastreabilidade do produto, da colheita às empresas exportadoras. Além disto, 100% da carga de castanha será testada, da mesma forma que a UE faz hoje com o frango brasileiro por causa de nitrofurano, um antibacteriano também considerado cancerígeno.
Essas ''commodities'' vendidas à Europa representam um negócio em torno de US$ 3,3 milhões/ano. Pode não ser um valor alto perto dos grandes setores exportadores, mas a castanha-do-Pará é a imagem do Brasil no exterior, conhecida como ''brazilian nuts''.
A decisão comunitária foi baseada em uma visita de inspeção técnica feita ao Pará pela Comissão Européia, em janeiro, e ainda nos vários alertas feitos ao governo brasileiro de ''detecção de aflatoxina 100 vezes acima do permitido pelas regras comunitárias''.

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