UE quer revisar papel da Política Agrícola Comum
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Londres- O comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Franz Fischler, defendeu ontem a Política Agrícola Comum (PAC) da União Européia (UE), que será revisada em junho próximo. O que nós precisamos é evolução, não revolução, o que nós precisamos é de um amplo debate sobre o futuro da PAC, baseado em fatos e não em emoções, disse o comissário durante o congresso da União Nacional dos Produtores Rurais do Reino Unido, em Londres.
Para sermos sustentáveis, não temos que reinventar a roda, temos uma base sólida e progredimos ao longo dos últimos dez anos.
Fischler qualificou as demandas pela renacionalização da PAC no bloco europeu como inúteis e arriscadas. Nesse caso teríamos quinze - e no futuro até mesmo 25 - políticas agrícolas competindo dentro da União Européia.
Ao comentar a necessidade de reforçar a política de desenvolvimento rural do bloco, Fischler disse que a UE, como a maior importadora e segunda maior exportadora de produtos agrícolas do mundo, tem um interesse genuíno em regras justas para o comércio internacional. Esse foi um dos motivos do bloco ter exercido forte pressão para que uma nova rodada multilateral de comércio fosse lançada no final do ano passado. Eu tenho deixado de uma maneira absolutamente clara que cada sociedade precisa ter o direito de escolher a sua própria política agrícola desde que ela limite os seus efeitos comerciais distorcivos, disse Fischler.
Fischler revelou os resultados de uma pesquisa realizada em meados do ano passado junto à população da UE para saber quais deveriam ser as prioridades da PAC. Segundo ele, 90% dos cidadãos da UE querem que a PAC assegure que os produtos agrícolas sejam seguros e saudáveis; 89% afirmaram que a UE deveria promover o respeito ao meio ambiente e 82% querem que as propriedades rurais de pequeno porte sejam protegidas.


